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Após modernização para mísseis hipersônicos, o USS Zumwalt (DDG-1000) conclui testes de mar

Navio de guerra cinza navegando em mar calmo próximo ao porto em dia ensolarado.

Quando um navio de guerra passa mais de um ano em estaleiro, o que vem depois costuma ser a hora da verdade: o mar. Foi exatamente esse o momento vivido recentemente pelo contratorpedeiro USS Zumwalt (DDG-1000), da Marinha dos Estados Unidos (US Navy), primeiro navio e líder da classe homônima, ao concluir com sucesso uma série de testes de mar após mais de um ano de trabalhos e ajustes nas instalações da Huntington Ingalls Industries (HII) em Pascagoula, Mississippi. A etapa faz parte de um programa de modernização amplo e estratégico, voltado a dar ao navio a capacidade de empregar e lançar mísseis hipersônicos, atendendo aos requisitos da força para o uso dessa nova categoria de armamentos.

Segundo informações divulgadas oficialmente pela HII em 21 de janeiro, os ensaios realizados serviram para confirmar o funcionamento adequado dos principais sistemas instalados e integrados ao navio depois das modificações. Isso incluiu checagens dos sistemas de propulsão, geração de energia elétrica, navegação e controle, além de diversos subsistemas críticos impactados pelo processo de reconversão operacional. A conclusão dessa fase também confirmou o que já havia sido indicado dias antes, quando o Zumwalt foi observado deixando o porto para iniciar uma nova rodada de testes no mar.

A modernização do DDG-1000 se destaca como uma das alterações mais relevantes na história recente da classe. Desde sua entrada no estaleiro de Pascagoula, em 2023, o navio foi adaptado para integrar o sistema de lançamento de armas hipersônicas de ataque convencional (CPS), o que exigiu a remoção dos dois canhões Advanced Gun System (AGS) e a instalação de quatro grandes tubos de lançamento capazes de empregar mísseis hipersônicos de alcance intermediário. A mudança busca reposicionar o Zumwalt como uma plataforma central de ataque de longo alcance, destinada a atuar contra alvos estratégicos e a reforçar a capacidade de dissuasão da Marinha dos Estados Unidos.

Além da incorporação do novo sistema de lançamento, os trabalhos no contratorpedeiro envolveram ajustes estruturais, atualizações nos sistemas de combate e melhorias na arquitetura elétrica, aproveitando o robusto sistema de propulsão integrada que caracteriza a classe. Essa disponibilidade de energia é essencial para sustentar tanto novos sensores quanto sistemas de armas de próxima geração integrados ao casco.

Sobre as demais unidades, a HII confirmou que também está envolvida nos trabalhos de atualização e na instalação dos sistemas de lançamento de mísseis hipersônicos no USS Lyndon B. Johnson (DDG 1002), terceiro navio da classe Zumwalt, embora não tenha apresentado detalhes adicionais nem um cronograma de testes e entrega.

Já o futuro do segundo contratorpedeiro da classe, o USS Michael Monsoor (DDG 1001), ainda depende de definição. Apesar de sua modernização estar prevista, assim como a dos outros dois navios, ela continua condicionada à autorização da Marinha dos Estados Unidos e à disponibilidade das capacidades industriais necessárias.

Por fim, voltando ao USS Zumwalt, a conclusão dos primeiros testes de navegação após a modernização abre espaço para o avanço do cronograma de ensaios e avaliações conduzidos pela HII. É plausível que essa etapa seja encerrada quando estiver prevista a entrega à força, que então realizará os testes de aceitação e a validação operacional para a futura reincorporação do navio ao serviço.

Fotografia de capa utilizada a título ilustrativo.

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