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Decreto 264/2026 detalha o envio reduzido dos EUA para o exercício Atlantic Dagger (Daga Atlântica) na Argentina

Dois militares em uniforme camuflado analisam um mapa em mesa ao ar livre com helicóptero e grupo ao fundo.

A publicação, no Boletim Oficial da República Argentina, da autorização do governo nacional para o ingresso de tropas estrangeiras em território argentino permite dimensionar tanto o alcance quanto as limitações do desdobramento que as Forças Armadas dos EUA executarão nos próximos dias. Em especial, diante do contexto no Oriente Médio e das operações militares conduzidas contra o Irã, os Estados Unidos enviarão à Argentina um destacamento de pessoal e meios menor do que o inicialmente previsto para a participação no Exercício de Operações Especiais Atlantic Dagger (Daga Atlântica).

O que muda com o Decreto 264/2026

No planejamento original - formalizado meses atrás com a apresentação do projeto de lei que tratava do ingresso de tropas estrangeiras no território nacional e, também, da saída de tropas argentinas - estava prevista a participação de alguns meios de grande visibilidade. Nesse ponto, chamava atenção a presença de um avião de apoio de fogo AC-130J Ghostrider da Força Aérea dos EUA (USAF).

Além disso, projetava-se inclusive a presença, em território nacional, de 400 militares norte-americanos, somando tanto os diretamente empregados na atividade quanto os destinados a funções de suporte.

Ainda assim, a autorização mais recente emitida pelo governo nacional, formalizada no Decreto 264/2026 - que também contempla a autorização para a realização de exercícios PASSEX entre a Armada Argentina e o porta-aviões nuclear USS Nimitz - corrobora o que já havia sido antecipado pela Zona Militar no fim de março.

Efetivos e meios previstos no Atlantic Dagger (Daga Atlântica)

Em termos práticos, o Exercício de Operações Especiais Atlantic Dagger, que começará em breve com a chegada das tropas norte-americanas ao país e se estenderá por sete semanas, até o próximo mês de junho, contará com:

  • Uma equipe de Direção do Exercício composta por 20 integrantes
  • Uma seção de Operações Especiais com 15 efetivos
  • Uma equipe de Operações Especiais com 15 efetivos

Para o deslocamento do pessoal e o apoio às operações previstas durante as atividades combinadas, o desdobramento incluirá um avião de transporte Hércules C-130H, um C-17 Globemaster III e uma aeronave C-146 “Wolfhound”.

Locais e etapas do adestramento conjunto

As localidades indicadas para as atividades incluem a Base Naval Puerto Belgrano e a VII Brigada Aérea da Força Aérea Argentina, na fase de Adestramento Conjunto. Já a Etapa de Planejamento Conjunto Combinado ocorrerá na Guarnição Militar Córdoba.

Também está prevista a execução de outras atividades em diferentes pontos do território nacional, as quais permanecem sujeitas a sigilo militar e a alterações de planejamento, definidas em reuniões de coordenação entre as partes.

Interoperabilidade em Operações Especiais entre Argentina e EUA

Independentemente da redução do efetivo e do escopo das ações de operações especiais, cabe salientar a realização deste novo exercício entre forças militares argentinas e norte-americanas. Conforme registram os fundamentos da autorização em seus anexos complementares, essas atividades permitem “… consolidar a interoperabilidade nas operações especiais no âmbito da ação militar conjunta e no âmbito combinado, com um ator que possui a mais vasta experiência nesse tipo de operações em nível mundial, o que contribuirá para enriquecer o Comando Conjunto de Operações Especiais (CCOE) e os elementos operativos de Operações Especiais (OOEE) das Forças Armadas Argentinas”.

*Fotografias utilizadas com fins meramente ilustrativos.


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