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8 dicas para, com segurança, comprar um carro usado

Carro Volkswagen azul modelo hatch estacionado em showroom moderno com piso claro.

Comprar um carro usado costuma ser o atalho mais realista para colocar um veículo na rotina sem arcar com o preço (e a desvalorização inicial) de um zero-quilômetro. Para muita gente, é a forma de equilibrar orçamento e mobilidade - ou simplesmente a preferência por um modelo de segunda mão.

Ainda assim, usado não é sinônimo de “sem risco”. Justamente por ter histórico e desgaste, esse tipo de compra pede um pouco mais de cuidado em cada etapa do negócio para evitar dor de cabeça depois.

1. Pensar duas vezes antes de efetuar a compra

“Eu realmente preciso do carro?” Faça essa pergunta a si mesmo. Defina necessidades e, principalmente, prioridades. Se a ideia é comprar um carro usado para ficar na garagem ou rodar só aos fins de semana, coloque na ponta do lápis os outros custos: seguro, IPVA/imposto de circulação, licenciamento e possíveis gastos de manutenção. Pode parecer uma oportunidade imperdível, mas lembre-se de que as despesas de um carro pouco usado podem ficar “elas por elas” com as de um carro muito usado no dia a dia - e a desvalorização costuma ser praticamente a mesma.

2. Fazer uma pesquisa

É essencial encontrar o carro que melhor se encaixa no que você precisa. Visite lojas e concessionárias, sites de venda de automóveis na internet (OLX, AutoSapo, Standvirtual), peça informações sobre o veículo e sobre a forma de pagamento. Você também pode consultar os sites das marcas que oferecem programas de seminovos/usados com garantias bem interessantes. “Quem tem boca não vai a Roma, compra um bom carro”. O ponto principal é decidir com calma: deixar a impulsividade e a emoção de lado e dar prioridade ao lado racional.

3. Pedir ajuda na inspeção do carro

Já escolheu o carro? Ótimo. Agora falta fazer o “test-drive”. A nossa recomendação é levar o carro a alguém conhecido, de preferência de confiança, que tenha um bom know-how em mecânica. Se você não conhece ninguém, pode recorrer a oficinas que fazem avaliações de carros usados, como a Bosch Car Service, MIDAS, ou até a própria marca do automóvel em questão.

4. Verificar alguns pontos-chave

Se preferir fazer você mesmo algumas conferências, estes são pontos fundamentais que não devem passar batido: verifique se há ferrugem na carroceria, amassados ou mossas, confirme o estado dos pneus, das luzes, da pintura, a abertura das portas e do capot, avalie a condição dos estofos, dos bancos, dos cintos de segurança, todos os botões e funcionalidades, espelhos, fechaduras e ignição. Experimente também ligar o motor para ver se o painel acusa algum tipo de avaria. Por fim, confira o nível de óleo e a validade da bateria. Chegou a hora do “test drive” para checar o funcionamento dos freios, o alinhamento da direção, câmbio e suspensões. A DECO disponibiliza uma “check-list” que você pode usar nessas situações.

5. Pesquisar o preço

Sentirmo-nos “roubados” é uma das piores sensações que existe. Para evitar isso, há sites de venda online, como a AutoSapo, que simulam preços a partir da quilometragem e outras características. No Standvirtual, você inclusive consegue ver o valor mais indicado para o carro que escolheu. Basta ter acesso à marca do feliz contemplado, ao modelo, ao ano do registo, à quilometragem e ao combustível.

6. Fazer contas ao seguro

Mais um caso para darmos “graças” pela existência dos simuladores online. Com uma simples simulação, você consegue ter uma estimativa de quanto vai pagar pelo seguro do seu carro.

7. Verificar a documentação

Se você vai mesmo comprar um carro usado, é importante passar por este passo antes de dar qualquer tipo de sinal pelo carro. Verifique se todos os documentos estão em dia, como o registo de propriedade e o livrete. A Automóvel Clube de Portugal (ACP) recomenda cuidado especial ao conferir o nome do vendedor e se ele é o mesmo que aparece nos documentos do veículo.

Caso isso não aconteça, você deve verificar se existe alguma declaração de venda assinada pelo proprietário. Confirme também se o número do chassis e do motor é igual ao que consta no documento único e se existe uma reserva no registo de propriedade a favor de uma entidade de crédito, uma vez que para removê-la pode haver um custo adicional, alerta também o ACP.

Convém que você também tenha acesso ao livro de revisões, aos códigos de segurança e anti-roubo, ao livro de instruções do carro, ao certificado de inspeção e ao comprovativo do pagamento do imposto do selo.

8. Confirmar a garantia do automóvel

Se você está pensando em comprar o automóvel de um particular, saiba desde já que não existe obrigatoriedade de garantia. No entanto, o carro pode ainda ter a garantia do fabricante e, nesse caso, é preciso confirmar se ela está válida. Se você comprar o automóvel em um “stand” de usados, tem direito a uma garantia de dois anos (o mínimo é um ano, caso haja um acordo entre comprador e vendedor). É recomendável ter sempre por escrito os termos da garantia, especialmente o prazo e as coberturas incluídas, bem como as suas obrigações como comprador.

Achas que falta alguma? Se já passaste pela experiência de comprar um carro usado partilha aqui as tuas dicas!

Fonte: Caixa Geral de Depósitos

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