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Por que as cigarras cantam no quintal?

Menino segurando lupa e caderno com desenho de inseto observa uma árvore com cigarras em jardim ensolarado.

O som inconfundível das cigarras em dias quentes muda a atmosfera de quintais com árvores e chama a atenção de quem vive na cidade. Esse ruído tão particular costuma despertar curiosidade em moradores urbanos que querem entender melhor a fauna ao redor, mostrando como a biodiversidade urbana aparece de maneira surpreendente e totalmente natural no dia a dia.

Por que as cigarras cantam tanto nos dias quentes?

A cantoria forte desses insetos tem relação direta com a fase reprodutiva. Nessa etapa, os machos usam a intensidade do som como um recurso essencial para atrair as fêmeas, criando um verdadeiro espetáculo acústico que é, ao mesmo tempo, altamente estratégico na natureza.

Em geral, esse fenômeno biológico se torna mais comum quando a temperatura e a umidade relativa do ar começam a subir. Por isso, o aparecimento das cigarras funciona como um sinal natural bastante claro de que a estiagem está chegando ao fim, trazendo uma mensagem positiva e esperançosa.

Alguns pontos ajudam a entender por que essa manifestação sonora se destaca nos quintais:

  • Elevação significativa da temperatura local;
  • Aumento natural da umidade no solo;
  • Necessidade de acasalamento dos indivíduos adultos.

Como funciona o som produzido por esses insetos?

Esse som característico é emitido apenas pelos machos, graças a um órgão específico localizado no abdómen. Trata-se de um sistema com músculos próprios e uma membrana cheia de ar, capaz de gerar uma potência sonora impressionante que se espalha pelo ambiente.

As fêmeas, por não terem essa estrutura anatómica inflada, não produzem o ruído e permanecem silenciosas durante o processo reprodutivo nas árvores. O som nasce da repetição contínua de contrações e relaxamentos musculares, evidenciando uma adaptação evolutiva notável e bastante eficiente nesses pequenos animais.

A seguir, há um vídeo do canal AgroMais no YouTube que aprofunda os pontos tratados neste tema:

Qual é o ciclo de vida subterrâneo da cigarra?

Antes de aparecerem nos galhos em áreas residenciais, as crias passam longos períodos escondidas sob a terra, praticamente isoladas. Nessa fase, as ninfas abrem túneis profundos e seguem alimentando-se de seiva retirada das raízes das árvores do jardim.

Quando o desenvolvimento subterrâneo se completa, elas sobem pelos troncos para passar por uma metamorfose total e, então, chegar à fase adulta. Esse momento costuma deixar sinais visíveis na vegetação, como as cascas vazias presas às árvores, representando uma transformação fascinante e extremamente necessária.

Guia do Ecossistema das Cigarras

Etapas do Ciclo Biológico - Entenda os principais momentos da vida desse inseto:

  • 1 Nutrição subterrânea a partir da seiva vegetal presente nas raízes;
  • 2 Metamorfose externa, com o abandono da casca antiga nos troncos;
  • 3 Vida adulta voltada exclusivamente para reprodução e cantoria diurna.

Qual é a importância ecológica desses animais no jardim?

A passagem dessas cigarras do subsolo para o ambiente aéreo favorece uma movimentação relevante de nutrientes no ecossistema. Quando surgem em grande número, os adultos tornam-se uma importante fonte de alimento para aves e pequenos primatas do território urbano.

Além disso, como se alimentam continuamente de seiva, elas contribuem para um controlo natural do crescimento excessivo de determinadas populações vegetais. Essa acção ajuda a manter o equilíbrio ecológico local mais estável, tornando o ambiente residencial mais saudável e equilibrado.

A presença de cigarras no quintal traz ganhos claros para a biodiversidade:

  • Disponibilização de nutrientes provenientes directamente do solo;
  • Oferta abundante de presas para pássaros da região;
  • Regulação biológica natural de algumas espécies arbóreas.

Quanto tempo dura a temporada de cantoria urbana?

Essa sinfonia natural, tão marcante, pode persistir por até dois meses seguidos antes de desaparecer por completo nos quintais arborizados. Em centros urbanos, é comum notar a actividade acústica mais intensa principalmente durante os meses mais quentes de primavera e verão.

Depois desse período reprodutivo intenso nas copas, a cantoria diminui e cessa, enquanto novos ovos ficam depositados com segurança nas cascas. A agitação sonora vai terminando aos poucos, assegurando a continuidade da espécie de forma sincronizada e eficiente.

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