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Top Aces fecha contrato de 10 anos de até €420 milhões com a Luftwaffe para treinar adversários com A-4N e Alpha Jet

Dois caças militares voando sobre pista de pouso ao entardecer com céu limpo.

Com o objetivo de ampliar a capacidade de treinamento avançado da Força Aérea Alemã (Luftwaffe), a empresa canadense Top Aces informou ter recebido um contrato de dez anos, avaliado em até €420 milhões, para fornecer serviços terceirizados de combate aéreo com forças adversárias. Inserido no programa de Adversário Rápido Contratado no Ar, o acordo prevê o emprego de aeronaves Douglas A-4N Falcão-do-Céu e Dornier Alpha Jet, que atuarão como “agressores” em missões contra caças da Luftwaffe. A nova contratação consolida uma cooperação baseada em confiança que já dura há mais de uma década e agora se estende até 2035.

Contrato da Top Aces com a Luftwaffe até 2035

De acordo com Thomas Beringer, vice-presidente da Top Aces Europa, o novo contrato é “um marco na parceria com a Força Aérea Alemã”, destacando que a meta é elevar o nível de prontidão operacional das forças aéreas, terrestres e navais do país. Para atender a esse propósito, os A-4N operados pela empresa receberam radares AESA (varredura eletrônica ativa) e o sistema proprietário AAMS (Sistema Avançado de Missão de Agressor), uma estrutura de arquitetura aberta que permite incorporar sensores avançados capazes de reproduzir ameaças e perfis de voo típicos de caças modernos.

A-4N Falcão-do-Céu e Alpha Jet no papel de “agressores”

Somando mais de 150,000 horas de voo sem acidentes, a Top Aces se firmou como uma referência mundial no segmento de treinamento de combate aéreo. A companhia também é a única operadora comercial no mundo a empregar aeronaves F-16, além de manter em sua frota Alpha Jets e A-4N. Estes últimos, concebidos no início da década de 1950 por Ed Heinemann, são reconhecidos pelo baixo custo operacional, pela boa manobrabilidade e pela confiabilidade.

Modernizações: AESA, IRST e cenários realistas de combate

Mesmo com a idade do projeto, os “Patinetes”, como os A-4 também são apelidados, seguem demonstrando utilidade. Atualizados com sistemas IRST (Busca e Rastreamento por Infravermelho) e radares AESA, os A-4N da Top Aces conseguem montar cenários de combate ar-ar altamente realistas, oferecendo aos pilotos da Luftwaffe experiências exigentes e compatíveis com ameaças atuais. Com isso, torna-se possível simular enfrentamentos contra adversários tecnologicamente avançados sem empregar aeronaves de primeira linha nem acelerar o desgaste dessas plataformas.

No momento, o Brasil é o único operador militar ativo do A-4 no mundo, com os AF-1M da Marinha modernizados pela Embraer. Já na Argentina, a frota de A-4AR Falcão de Combate permanece fora de operação desde o acidente fatal ocorrido em 2024, o que representou uma paralisação prolongada de sua atividade na Força Aérea Argentina.

Com a adjudicação do contrato, a Top Aces reforça sua posição como líder global em treinamento aéreo tático e evidencia a permanência do A-4 como um ícone: mais de setenta anos após o primeiro voo, a aeronave continua enfrentando caças de ponta, agora em missões de instrução.

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