Ao desenvolver um carro novo, a IA já consegue transformar esboços feitos à mão em modelos 3D em poucas horas. Também existem soluções que deixam designers e engenheiros calcularem o arrasto quase na hora, depois de alterações na forma de um projeto. E, como a IA generativa já é muito competente em programação, ela ainda ajuda as montadoras a criar “veículos definidos por software” em menos tempo.
A inteligência artificial virou presença obrigatória em várias áreas. Se o Google já produz 75% do seu novo código com IA, a mesma tecnologia também está mudando profundamente a maneira como os carros são concebidos - e isso começa desde a etapa inicial.
Quando uma marca decide lançar um modelo novo, tudo costuma começar com desenhos. A partir deles, são gerados modelos 3D para visualizar melhor o design. Em geral, essa modelagem 3D é feita manualmente, algo que pode levar meses. No entanto, segundo o The Verge, a General Motors já utiliza uma ferramenta que recebe os desenhos feitos à mão e cria, em algumas horas, os modelos 3D correspondentes.
A IA acelera a concepção
Mesmo com essas ferramentas, o controle do design continua com as pessoas, que podem ajustar o resultado com facilidade usando prompts. Ainda assim, ao entregar uma visualização 3D mais rapidamente a partir dos esboços, a IA encurta essa primeira fase do processo.
E não para por aí. Há também ferramentas recentes voltadas a acelerar a otimização aerodinâmica. A General Motors desenvolveu um recurso baseado em IA que atua como um túnel de vento virtual e calcula o arrasto quase instantaneamente. Com isso, designers conseguem alterar virtualmente a forma de um modelo e antecipar as diferenças que essas mudanças provocam.
Uma nova era para o setor automotivo
Na prática, quando o assunto é concepção, a IA permite que as montadoras experimentem mais alternativas em menos tempo. Além disso, como a inteligência artificial já se destaca em tarefas de codificação, ela também pode apoiar o avanço para os “veículos definidos por software”, em que o funcionamento do veículo é controlado por código.
De acordo com o texto do The Verge, a Nissan, por exemplo, usa IA para automatizar atividades repetitivas no desenvolvimento de software, como testes unitários (a checagem de que uma parte do código está funcionando corretamente). Um executivo da montadora afirma que isso melhora tanto a velocidade de desenvolvimento quanto a qualidade do software.
O que achamos
A automação com IA não se limita à programação e a rotinas administrativas. Em áreas criativas, por exemplo, a Adobe já oferece uma série de recursos de IA para automatizar tarefas que antes eram feitas manualmente, com o apoio de prompts. E, mais recentemente, a Anthropic anunciou integrações do seu chatbot Claude com ferramentas de design como Blender e Autodesk Fusion. No Autodesk Fusion, por exemplo, a integração permite que designers criem ou ajustem modelos 3D conversando com o Claude.
Um novo tipo de inteligência artificial, chamado “modelo de mundo”, também deve acelerar o desenvolvimento de sistemas de direção autônoma por meio de simulações.
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