Um golpe difícil para uma empresa do Leste da França.
Recuperação judicial atinge a Parisot Industrie e preocupa Haute-Saône e Vosges
Uma notícia económica muito negativa atingiu os departamentos de Vosges e de Haute-Saône. A Parisot Industrie, subsidiária do grupo P3G, que emprega 416 pessoas, entrou em recuperação judicial nesta segunda-feira, 8 de junho. A fabricante de móveis em kit mantém 282 funcionários em Saint-Loup-sur-Semouse (Haute-Saône) e outros 134 em Mattaincourt (Vosges).
Citado pela BFM, o advogado que representa os trabalhadores dos locais afetados lamenta:
“Esta recuperação judicial deve permitir a elaboração de um plano para recuperar o equilíbrio e pagar parte das dívidas, mas a situação é muito difícil. Praticamente não há mais caixa e são os funcionários que pagam a conta. A direção poderia ter antecipado; as dificuldades não começaram ontem, e outras soluções, como um procedimento de salvaguarda, poderiam ter sido consideradas há vários meses.”
Uma empresa em dificuldade
Embora o nome Parisot Industrie possa não ser muito conhecido do grande público, a empresa fornece marcas de grande peso do varejo na França, entre elas Conforama, But e também Leroy Merlin. Ainda assim, a companhia registou uma perda de 6,5 milhões de euros no ano passado, enquanto o seu faturamento recuou 30% nos últimos dois anos.
O jornal Les Échos acrescenta que, do lado dos representantes dos trabalhadores, foi acionado um direito de alerta em maio. Uma eleita da CGT comenta: “Estamos na incerteza. A recuperação judicial é uma coisa boa, significa a continuidade da atividade, mas aguardamos mais informações”.
P3G também enfrenta pressão com a CBA Meubles (ex-Demeyere)
Mesmo assim, a medida chega num momento sensível para o grupo P3G: outra subsidiária, a CBA Meubles (ex-Demeyere), também fabricante de móveis em kit e com 363 empregados, foi igualmente colocada em recuperação judicial na semana passada.
Citado pelo jornal económico, Jean-Charles Parisot, presidente do PG3 Group, tenta transmitir confiança: “Os procedimentos abertos devem nos dar o enquadramento necessário para agir rápido, construir planos de continuidade credíveis e preservar uma base industrial francesa.”
Ainda segundo os colegas de imprensa, que citam fontes próximas do caso, a recuperação judicial teria sido adotada para “criar sinergias” e até mesmo fundir as duas empresas, em vez de ceder essas sociedades a outro ator.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário