Ford confirmou que a produção do Focus será encerrada de forma definitiva - um modelo cuja primeira geração chegou em 1998.
Presença marcante nas estradas europeias desde o fim dos anos 1990, o Ford Focus se despede após quatro gerações e mais de duas décadas de trajetória. Ao longo desse período, a linha combinou recursos tecnológicos, boa dinâmica ao volante e um visual cada vez mais refinado. Mesmo assim, o carro não escapou do arrefecimento da procura por sedãs (e hatchbacks) compactos, que vêm perdendo espaço no mercado.
O fim (também) do emblemático Ford Focus
No fim de setembro, a Ford montou o último Focus com o emblema ST. A marca norte-americana já tinha decidido pelo encerramento da sua berlina emblemática e, desde este sábado, 15 de novembro, a fábrica de Saarlouis, na Alemanha, parou definitivamente de produzir o Focus (e a unidade agora está à venda). Vale lembrar que o Fiesta também saiu do catálogo da Ford em 2023, enquanto o Mondeo já tinha sido descontinuado um ano antes.
Quatro gerações do Ford Focus e 12 milhões de unidades vendidas
Em quase três décadas de mercado, atravessando quatro gerações, o Ford Focus consolidou-se como um dos nomes centrais do setor automotivo. No total, 12 milhões de unidades foram comercializadas globalmente. Parte importante desse desempenho foi impulsionada - é justo reconhecer - pelo prestígio das versões esportivas RS e ST, consideradas particularmente bem resolvidas e muito valorizadas por entusiastas.
Ford deixa as compactas e redireciona a estratégia para SUVs
Ao abrir mão do segmento de compactos, a Ford vira uma página clara da própria história: a marca não terá mais qualquer modelo compacto no portfólio. Em vez disso, prefere concentrar recursos em um mercado mais promissor, o de SUVs. Nesse campo, a Ford ainda conta com uma gama robusta, com o Kuga, o Explorer, o recém-apresentado Capri e o Puma, que agora também existe em configuração 100% elétrica.
Europa: vendas, participação de mercado e o desafio dos elétricos
Ainda assim, no Velho Continente, a marca do oval perdeu parte do brilho. Em setembro, a Ford vendeu pouco mais de 40.000 veículos, ligeiramente à frente da Tesla, mas bem abaixo da Mercedes (mais de 67.000 emplacamentos) e muito distante do grupo Volkswagen, que se aproxima de 317.000 unidades. O resultado foi a 8ª posição na Europa no mês, com participação limitada a 3,3% e uma queda de cerca de 3,4% em relação ao ano anterior.
Recentemente, o CEO da Ford, Jim Farley, afirmou que a Tesla e as fabricantes chinesas têm uma vantagem enorme na área de veículos elétricos.
Depois de uma reestruturação complexa (e cara) iniciada em 2022, a empresa diz que vai voltar mais forte e aposta agora em uma nova plataforma universal, pensada para desenvolver veículos mais eficientes e com preços mais acessíveis.
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