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Voo com piloto operacional marca nova fase do B-21 Raider
O programa do bombardeiro furtivo B-21 Raider, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), atingiu mais um marco com a realização do primeiro voo conduzido por um piloto operacional da instituição a bordo da aeronave. A ocorrência reforça a preparação para a futura entrada em serviço do B-21 Raider e evidencia a estratégia adotada para acelerar tanto o desenvolvimento quanto a incorporação de novas plataformas de combate.
Em comunicado oficial divulgado recentemente, a USAF informou que o voo foi efetuado por um piloto do Detachment 5 do Operational Test and Evaluation Center, baseado na Base Aérea de Edwards, na Califórnia. Na missão, ele esteve acompanhado na cabine por um dos pilotos que participam da campanha de testes desde as fases iniciais do programa.
Integração de testes de desenvolvimento e avaliação operacional
A presença de pilotos operacionais em voos do B-21 representa uma alteração relevante na forma de conduzir os ensaios da aeronave. A proposta passa a combinar, desde o começo do programa, atividades de desenvolvimento com a avaliação operacional, em contraste com o modelo tradicional no qual os testes operacionais só começavam após o encerramento das avaliações técnicas de desenvolvimento.
De modo geral, os testes de desenvolvimento buscam confirmar se a aeronave cumpre os requisitos técnicos definidos no projeto, enquanto os testes operacionais medem o desempenho em cenários de combate e em condições próximas às de emprego real. Ao aproximar essas duas etapas, a USAF pretende encurtar prazos e entregar capacidades mais rapidamente às unidades operacionais.
O general Dale White, responsável pelo portfólio de sistemas de armas estratégicos do Departamento da Força Aérea, afirmou que a integração entre testes operacionais e de desenvolvimento faz parte de uma transformação mais ampla na cultura de aquisição militar dos Estados Unidos. Segundo ele, a iniciativa procura tirar proveito de ferramentas modernas de produção e avaliação para aumentar a agilidade dos programas e diminuir a dependência de processos considerados ultrapassados.
Programas estratégicos, cronograma de 2027 e planos de expansão
As declarações de White ganham relevância adicional por seu envolvimento com alguns dos principais programas atualmente tocados pela USAF. Além do B-21 Raider, ele supervisiona o caça de sexta geração F-47, os futuros Collaborative Combat Aircraft (CCA) e o programa de mísseis balísticos Sentinel, peça central da futura capacidade de dissuasão nuclear norte-americana. Ainda que mudanças semelhantes não tenham sido anunciadas para esses projetos, os comentários do general indicam que a metodologia pode influenciar outros programas estratégicos em andamento.
A adoção desse modelo de testes também se conecta diretamente à meta da Força Aérea dos Estados Unidos de iniciar a introdução operacional do B-21 Raider em 2027. A primeira unidade deverá ficar baseada na Base Aérea de Ellsworth, no estado de Dakota do Sul. Embora a data exata de entrada em serviço ainda não tenha sido divulgada, autoridades da USAF indicam que o bombardeiro se aproxima desse momento decisivo.
O general White também ressaltou a importância de manter o senso de urgência no programa, destacando que a disposição para desafiar práticas tradicionais será determinante para cumprir as metas estabelecidas para a modernização da força.
Os avanços da USAF vêm acompanhados por progressos divulgados pela Northrop Grumman, fabricante do B-21 Raider. Em maio, a empresa informou ter concluído um plano de avaliações, inicialmente previsto para 180 dias, em apenas 73 dias - resultado atribuído ao aumento de eficiência nos processos de testes. De acordo com a companhia, as equipes de avaliação da Força Aérea estão mostrando como velocidade e foco operacional podem acelerar o fortalecimento da capacidade de dissuasão estratégica dos Estados Unidos.
O andamento do programa ocorre ao mesmo tempo em que se discute a ampliação da frota planejada de B-21 Raider. A USAF tem defendido a obtenção de recursos adicionais a partir do ano fiscal de 2028 para elevar o total de aeronaves compradas. A proposta conta com apoio do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que afirmou recentemente ao Congresso que a demanda operacional do país pode superar a meta atual de 100 bombardeiros. A avaliação foi reforçada depois pelo tenente-general David H. Tabor, vice-chefe de Estado-Maior da Força Aérea para Planos e Programas.
Imagens usadas apenas para fins ilustrativos.
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