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Após a incorporação do primeiro lote de produção dos mísseis antitanque MAX 1.2 AC no fim de maio, o Exército Brasileiro segue avançando nas provas e nas avaliações técnico-operacionais do sistema desenvolvido pela empresa nacional SIATT. Desta vez, a Força Terrestre conduziu um novo ensaio no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro, reforçando os avanços obtidos em um dos programas de defesa mais relevantes atualmente impulsionados pela indústria brasileira.
Novo ensaio do Exército Brasileiro no Campo de Provas da Marambaia
Conforme os dados divulgados pelo Exército Brasileiro, a atividade foi executada com suporte do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) e do Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Ao longo do exercício, o MAX 1.2 AC registrou 100% de efetividade, atingindo com precisão um alvo posicionado a 2.500 metros. O desempenho obtido serviu para confirmar a performance do sistema após uma sequência de ajustes técnicos aplicados ao míssil e aos seus componentes associados.
Entrega do primeiro lote e ampliação industrial da SIATT
Essas avaliações ocorrem na sequência da entrega, realizada em 23 de maio, do primeiro lote de produção ao Exército Brasileiro, na cidade de Formosa (Brasil). O fornecimento representou um marco para a SIATT, que recentemente concluiu a entrada em operação de sua nova planta industrial em Caçapava, planejada para a fabricação seriada de sistemas estratégicos de defesa e para ampliar a autonomia tecnológica do Brasil em áreas consideradas sensíveis.
Como funciona o míssil antitanque MAX 1.2 AC
O MAX 1.2 AC é um míssil antitanque superfície-superfície de médio alcance composto por um projétil encapsulado no seu contêiner-lançador e por uma unidade portátil de disparo. Um dos pontos centrais do sistema é o guiamento do tipo beam-rider: o operador mantém o alvo na mira óptica, enquanto um feixe de laser codificado fornece a referência de guiamento durante todo o voo. Com essa solução, o sistema é capaz de perfurar até 500 milímetros de blindagem de aço padrão OTAN a distâncias de até 4.000 metros.
Alvos previstos e integração em plataformas blindadas
Além do emprego principal contra viaturas blindadas, o MAX 1.2 AC foi projetado para engajar uma gama mais ampla de objetivos, como posições fortificadas, depósitos logísticos, embarcações fluviais e até helicópteros operando a baixa altura. Em paralelo, a SIATT vem trabalhando em propostas para integrar o míssil a plataformas blindadas, com destaque para a apresentação de um protótipo do veículo Cascavel NG 6×6 equipado com lançadores duplos do sistema.
Programa MAX 1.2 AC e capacitação nacional em armamento guiado
O programa MAX 1.2 AC figura entre os principais esforços do Brasil para consolidar sua capacidade industrial no desenvolvimento de armamento guiado. Conduzido em cooperação com a Base Industrial de Defesa e o CTEx, o míssil foi oficialmente adotado pelo Exército Brasileiro em 2025 e integra uma estratégia voltada a reforçar a inovação, a capacidade operacional e a independência tecnológica do país.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos.
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