Pular para o conteúdo

RAF: RC-135 Rivet Joint e P-8A Poseidon fazem missão de vigilância de 12 horas na fronteira com a Rússia

Técnico operando equipamentos de radar em torre de controle com avião ao fundo em aeroporto.

Adicione-nos aos favoritos no Google.

Por que adicionar? Assim você recebe as últimas publicações da Zona Militar diretamente no seu feed do Google.

Missão de vigilância de 12 horas no flanco oriental

Duas das aeronaves mais avançadas da Real Força Aérea britânica (RAF) - um RC-135 Rivet Joint e um P-8A Poseidon - conduziram, em 9 de outubro, uma missão de vigilância com 12 horas de duração ao longo da fronteira com a Rússia. A atividade fez parte de uma operação conjunta com a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e parceiros da OTAN.

De acordo com o Ministério da Defesa do Reino Unido, a saída envolveu uma aeronave de reconhecimento eletrônico RC-135W Rivet Joint e um P-8A Poseidon de patrulha marítima. Ao longo do voo, os meios percorreram aproximadamente 16.000 km (10.000 milhas), do Ártico até áreas próximas de Belarus e da Ucrânia. Para ampliar a autonomia e o alcance operacional das aeronaves britânicas, a missão contou com um KC-135 Stratotanker da USAF, do 100th Air Refuelling Wing, responsável pelo reabastecimento em voo.

Objetivos de inteligência e contexto operacional da OTAN

O Ministério da Defesa informou que o propósito central foi coletar inteligência eletrônica sobre deslocamentos e comunicações no flanco oriental da Aliança Atlântica. A missão ocorreu em um cenário de repetidas incursões de drones e aeronaves russas no espaço aéreo de Polônia, Romênia e Estônia nas últimas semanas.

O Secretário de Defesa, John Healey, afirmou que “esta foi uma missão substancial junto aos nossos aliados dos EUA e da OTAN. Ela não apenas fornece inteligência valiosa para aprimorar a consciência operacional das nossas Forças Armadas, como também envia uma mensagem clara de unidade da OTAN ao presidente Putin e aos nossos adversários”.

Dentro desse quadro, o voo integrou o conjunto de atividades de vigilância e dissuasão aérea mantidas pela OTAN em seu flanco oriental, como resposta ao aumento da atividade militar russa no Báltico e no Mar do Norte desde o início da guerra na Ucrânia.

Aeronaves envolvidas: RC-135W Rivet Joint e P-8A Poseidon

O RC-135W Rivet Joint - uma plataforma essencial de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) - foi projetado para interceptar sinais no espectro eletromagnético e comunicações militares. Já o P-8A Poseidon é voltado à guerra antissubmarino e pode levar torpedos e mísseis antinavio. Operando de forma coordenada, ambos atuaram em conjunto com aliados europeus para oferecer um panorama abrangente da situação aérea e marítima na região.

Na mesma linha, o capitão Matthew D’Aubyn acrescentou que “missões como esta demonstram a unidade e a prontidão da OTAN para defender seus membros contra qualquer agressão. Nossa capacidade de operar de forma integrada com os ativos da USAF reflete a solidez da Aliança”.

Antecedentes de voos de longo alcance da RAF

Esta não foi a primeira missão de longo alcance conduzida pela RAF no âmbito de operações de vigilância com aliados. Em outubro de 2024, um RC-135W Rivet Joint realizou um voo que se estendeu do Mediterrâneo ao Mar de Barents, classificado à época como um “marco histórico” pelo Comandante do Ar e do Espaço do Reino Unido.

Com a nova operação, o Reino Unido volta a reforçar seu compromisso com a defesa coletiva e com a segurança do espaço aéreo da OTAN, em linha com a política de segurança nacional promovida pelo governo britânico.

Imagens obtidas da Real Força Aérea britânica.

A equipe editorial busca incorporar um correspondente na Espanha e no México


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário