O FIAT Grande Panda não foi apenas mais um lançamento: ele apareceu junto das comemorações dos 125 anos da marca italiana e, na prática, abriu a porta para o que vem a seguir. E a FIAT já deixou claro quais são os dois próximos passos na linha: um SUV e um Fastback.
Para entender o panorama, vale voltar a fevereiro, quando a FIAT revelou cinco protótipos que antecipam os modelos que a marca pretende lançar até 2027. O Grande Panda foi o primeiro a sair do papel; agora, restam quatro projetos para conhecer na versão final.
Os próximos dois serão o SUV e o Fastback, ainda sem nomes definitivos, mas há vários rumores indicando que o SUV pode ressuscitar o nome… Multipla. Sim, o mesmo nome já usado em dois MPVs de seis lugares - e o mais recente até hoje costuma render comentários bem acalorados por causa do visual.
Desta vez, porém, o MPV daria lugar a um SUV com espaço para a família e uma proposta mais prática, voltada para um uso cotidiano mais simples.
Já o segundo aposta em uma silhueta mais dinâmica, na linha de um «SUV-coupé», mirando quem procura um crossover com uma «atitude» mais esportiva. Além disso, ele deverá ocupar o lugar do atual FIAT Tipo.
De acordo com a FIAT, ambos já estão “em uma fase avançada de desenvolvimento” - como dá para ver no vídeo teaser citado acima - e devem chegar ao mercado em 2025 e 2026, respectivamente.
O que já sabemos?
Mesmo assim, assim como acontece com os nomes, ainda é cedo para cravar todos os detalhes técnicos. O que já dá para afirmar é que os dois modelos vão usar a nova Smart Car Plataform da Stellantis, estreada pelo Citroën ë-C3 e que também serve de base para o FIAT Grande Panda e para os novos C3 Aircross e Opel Frontera.
Por conta disso, os dois terão versões 100% elétricas, além de sistemas híbridos - mild-hybrid 48 V - ou até um motor apenas a combustão, graças à versatilidade dessa plataforma, pensada para carros de custo mais baixo.
Se os futuros modelos da FIAT seguirem o que vimos nos novos Citroën C3 Aircross e Opel Frontera, a opção elétrica mais acessível deve trazer bateria de 44 kWh e autonomia na casa dos 300 km.
Enquanto isso, a versão híbrida deve usar o 1.2 Turbo, com 100 cv ou 136 cv, combinado com um motor elétrico integrado à caixa de dupla embreagem de seis marchas.
Depois que conhecermos as versões de produção dos protótipos SUV e Fastback, ficará faltando apenas descobrir o modelo definitivo da Pick-up e de um veículo de lazer (ainda sem nome) mais próximo de um monovolume, mas com visual e acessórios que o deixam com cara de verdadeiro aventureiro.
Se a Pick-up vai dar origem à nova Strada - a comercialização na Europa não está descartada -, ainda resta saber se esse último protótipo também vai virar um modelo de produção.
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