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EUA acionam Gulfstream III com ABCS para evacuar americanos com Ebola na África

Dois profissionais em traje de proteção próxima a avião e equipamento médico para transporte de paciente.

O governo dos EUA mobilizou dois jatos executivos Gulfstream para repatriar cidadãos norte-americanos que contraíram o vírus Ebola na África.

Gulfstream III e o Sistema Aeromédico de Contenção Biológica (ABCS)

Os Gulfstream III (G-III), operados pela Phoenix Air, foram configurados com o Sistema Aeromédico de Contenção Biológica (ABCS) - uma cápsula especial criada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em parceria com o Pentágono.

Na prática, a cápsula ocupa praticamente toda a cabine do G-III. Dentro dela, a pressão é mantida abaixo da pressão do restante do interior da aeronave, e o conjunto conta com diversos filtros para que a circulação de ar se restrinja ao estritamente necessário.

Por que o ABCS foi desenvolvido

O desenvolvimento do projeto ocorreu após problemas enfrentados em 2007 na evacuação aeromédica de pacientes com tuberculose infectados durante um surto de uma variante mais resistente do vírus. A situação se agravou porque o “paciente 01” chegou a viajar em voos comerciais, o que contribuiu para a disseminação.

Uso operacional do ABCS: do surto de 2014 ao caso atual

A primeira utilização do ABCS em uma missão real ocorreu durante o surto de Ebola de 2014 no oeste da África - uma região diferente daquela do episódio atual, que se deu mais a leste do continente, na República Democrática do Congo.

No caso mais recente, dois G-III partiram dos EUA no dia 18 e fizeram escalas no Canadá, Alemanha e Grécia, até pousarem em Entebbe, em Uganda. No local, eles retiraram um médico missionário infectado pelo Ebola e também outros norte-americanos com suspeita de contaminação.

Limitações de transporte e configuração das aeronaves

O ABCS permite transportar apenas um paciente infectado por voo, por aeronave. Assim, um dos jatos foi empregado com o sistema para retirar o médico, enquanto o segundo utilizou um esquema de isolamento mais amplo e menos restritivo, com o objetivo de levar mais pessoas.

Por fim, um sistema semelhante ao ABCS foi instalado, semanas atrás, em um Boeing 747 cargueiro para evacuar norte-americanos expostos ao hantavírus no navio MV Hondius:

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