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Avaliação do Infiniti M30d com V6 diesel 3,0 litros

Carro preto da marca Infiniti trafegando em estrada com paisagem montanhosa ao fundo.

Até aqui, o sedã de quatro portas Infiniti M tinha desembarcado no Reino Unido apenas com uma versão “amansada” do V6 a gasolina de 3,7 litros tomado emprestado do Nissan 370Z - uma escolha que o deixava convenientemente isolado de um mercado europeu em que as vendas são esmagadoramente dominadas pelos diesel. Agora, porém, a divisão de luxo da Nissan colocou no M o V6 diesel de 3,0 litros com 235 bhp e 405 lb·ft (cerca de 549 N·m), tentando torná-lo atraente para além da Rússia e do Oriente Médio, depois de a Infiniti perceber - com um pequeno atraso - que economia de combustível virou sinônimo de tendência.

Motor V6 diesel 3,0 litros e números do Infiniti M30d

Nos números frios, não há nada de extraordinário: são resultados corretos, mas sem espantar, como se espera de um motor vindo da aliança Renault/Nissan (o mesmo conjunto aparece tanto no Laguna quanto no Pathfinder), e não de algo desenvolvido especificamente para sustentar a aura de “quase luxo” da Infiniti.

Com 1.845 kg, o M chega a 100 km/h (62 mph) em 6,9 segundos, vai até 249 km/h (155 mph), emite 199 g/km e registra 37,7 mpg no ciclo combinado (aprox. 13,3 km/l).

Condução: câmbio, suspensão e comportamento em curvas

Em baixa rotação, o motor tem um funcionamento áspero, mas compensa com torque suficiente para colocar o carro em movimento com facilidade. Ele segue de bom grado pelas sete marchas do câmbio automático e dá conta do recado de forma competente. Não há, contudo, nada de especialmente agressivo no conjunto.

O rodar pende para o seco e “batido” com as rodas menores da versão GT, nos aros 18, e fica um pouco estranho com as rodas opcionais maiores, de 20 polegadas. A direção e o equilíbrio em curvas também não têm muita personalidade: existe um sistema de esterçamento das rodas traseiras que deixa o M mais esperto ao contornar curvas, mas, assim que você começa a chegar em velocidades que poderiam torná-lo divertido, os controles eletrônicos entram em pânico de tal maneira que a vontade de insistir simplesmente desaparece.

Cabine, tecnologias de segurança e preço frente aos rivais

Por dentro, a sensação de indecisão continua. É verdade que os japoneses parecem ter investido tempo para fazer a madeira chegar a um brilho próximo ao do mercúrio, mas esse excesso de tratamento só faz o acabamento parecer... falso.

O sistema Ar da FlorestaTM é, na prática, um aromatizador integrado ao ar-condicionado, enquanto o Escudo Dinâmico de Segurança reúne itens que, em tese, você não deveria precisar caso esteja minimamente atento. Entram aí recursos como intervenção de ponto cego, Assistente de Controle de Distância e Prevenção de Saída de Faixa - tudo dentro de uma “bolha de proteção” que a Infiniti enxerga como um benefício para a condução moderna. A impressão é a de “coisas que dá para vender para justificar o preço”. E o preço é salgado: o M30d pode vir bem equipado, mas ainda assim custa quase £45 mil na configuração básica.

É justamente aí que os problemas do Infiniti M30d ficam mais claros. Mercedes E350CDi, BMW 530d, Jaguar XF3.0D S - todos são carros para os quais dá para montar um argumento com facilidade. O M, por outro lado, parece feito para quem quer bater o pé de propósito, e não para quem decide de modo racional. Tão abaixo na lista de escolhas que, para apostar nele, só sendo louco.

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