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Alfa Romeo Giulietta Quadrifoglio Verde: teste e nota 6/10

Carro vermelho Alfa Romeo circulando em estrada costeira com mar, montanhas e palmeiras ao fundo.

O que é esse modelo de nome enorme?

O Giulietta Quadrifoglio Verde é a resposta da Alfa ao Golf GTI: um hatch esportivo com emblema lendário e um histórico à altura. Para 2014, ele recebeu um motor inédito no Giulietta e melhorias no acabamento interno, incluindo volante com base achatada e bancos tipo concha. Os preços começam em £28.120.

Quadrifoglio Verde: por que esse nome?

Se o nome não lhe soa familiar, é porque você provavelmente não nasceu na terra da massa e da pizza. Em italiano, Quadrifoglio Verde significa trevo de quatro folhas e, daqui em diante, os Alfas mais apimentados passam a adotar a versão latina da denominação. Ótima notícia para os tradicionalistas - e um pesadelo para o corretor ortográfico.

O que mudou no Alfa Romeo Giulietta Quadrifoglio Verde em 2014?

Motor e desempenho

Molto bene. A primeira grande novidade é o motor. Trata-se do mesmo 1.750 cm³ turbo do belíssimo 4C, entregando 237 bhp (cerca de 177 kW) e 221 lb·ft (aprox. 300 Nm). E o melhor é que ele é bem utilizável no dia a dia: 80% do torque aparece já a 1.800 rpm.

A resposta do turbo é rápida (pelo menos no que diz respeito ao atraso), e a arrancada de 0 a 100 km/h leva apenas 6,0 segundos, graças a um modo de controle de largada no câmbio de dupla embreagem (não há opção de câmbio manual). São números bem respeitáveis.

Som e emoção

Só que, para ser franco, o assunto principal não são os dados em si - é a emoção. Sim, sim, já sabemos: lá vêm os clichês da Alfa sobre paixão e estilo. Ainda assim, vale reconhecer o mérito dos italianos: mesmo sendo turbo, o Giulietta QV (desistimos de digitar o nome inteiro) pelo menos soa realmente bem.

Os engenheiros da Alfa passaram horas ouvindo as harmónicas de Alfas clássicos dos anos 1960 para tentar recriar o som de antigamente. Vamos ser honestos: um igualzinho nunca viria, mas eles chegaram relativamente perto. O ronco mais áspero do escapamento dá personalidade ao carro, e há um pequeno estalo do motor nas trocas de marcha - uma lembrança simpática de que você está num hatch esportivo.

E o comportamento dinâmico? Isso não lembra que é um hatch esportivo?

Não tanto quanto deveria, infelizmente. Mas comecemos pelas boas notícias. O QV acerta um equilíbrio delicado: é rápido e, ao mesmo tempo, confortável. Ele não pertence à escola mais hardcore dos hatches esportivos.

O controlo de carroceria é bom, os amortecedores parecem lidar bem com as estradas italianas por onde rodamos, e as rodas dianteiras não ficam desesperadas por aderência como um cão num lago congelado. No geral, é um carro agradável para passar tempo.

O problema é que falta empolgação. A capacidade de ajustar o carro pelo chassi não está no nível esperado e há pouca comunicação pelo volante ou pelo banco. Existe precisão, mas pouca recompensa quando você começa a forçar. É um carro gostoso a 70%, porém não revela camadas extras quando o ritmo aumenta.

O câmbio segue a mesma linha: as trocas são corretas e nunca fazem você esperar pela marcha, mas ele não engata as relações com muita atitude ou vigor.

No fim, tudo fica com um ar de… normal.

Vale a pena considerar?

Como acontece com muitos Alfas, ele é uma escolha fora do lugar-comum. Não é algo que deva ser descartado de imediato, até porque ele continua bonito. E ainda há o trevo de quatro folhas nas laterais - um emblema irresistível para quem tem senso de história.

Só que o Grupo VW oferece opções fortes nessa faixa de preço - Seat Leon Cupra e VW Golf GTI, para começar - e o Giulietta não consegue ser tão bom em dois usos quanto esses. Uma pena, porque é um carro do qual gostaríamos de gostar mais.

6/10

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