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Reino Unido confirma retirada dos River-class Batch 1 em 2028 enquanto Uruguai avalia proposta

Dois oficiais da marinha analisando mapas em um convés com navio militar ao fundo ao entardecer.
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Após meses de especulações sobre o futuro dos navios-patrulha oceânicos River-class Batch 1, e enquanto o Uruguai segue avaliando a proposta britânica para transferi-los à sua Marinha, o Reino Unido confirmou oficialmente que as embarcações serão retiradas de serviço em 2028. O anúncio estabelece um marco importante para a análise do governo uruguaio, ao definir quando os navios poderão estar disponíveis para uma eventual transferência.

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A confirmação foi dada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido em resposta a uma série de perguntas parlamentares sobre o futuro da frota de navios-patrulha oceânicos da Royal Navy. O ministro das Forças Armadas, Luke Pollard, afirmou que a Royal Navy revisa regularmente seus cronogramas de desativação para maximizar a disponibilidade das plataformas para missões operacionais. Ele acrescentou que, por motivos de segurança operacional, a força não divulga as datas de retirada de cada navio individualmente, mas confirmou que a classe OPV Batch 1 deixará o serviço em 2028.

Assim, Londres não detalhou quando cada uma das três embarcações - HMS Tyne, HMS Severn e HMS Mersey - será desativada, embora tenha confirmado o cronograma geral da classe.

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Avaliação britânica e futuro dos River-class Batch 1

Pollard também indicou que as futuras necessidades de capacidade da Royal Navy continuarão sendo examinadas por meio da Revisão Estratégica de Defesa e do Plano de Investimentos em Defesa, que prevê uma destinação planejada de £200 milhões para navios-patrulha oceânicos. Ainda assim, o governo britânico não informou quais embarcações assumirão as missões hoje executadas pelos River Batch 1, nem apresentou ao Parlamento um prazo para divulgar o resultado dessa revisão.

A decisão tem relevância especial para o Uruguai, que considera formalmente desde o começo do ano uma proposta britânica para adquirir os três navios. A oferta surgiu após o encerramento do contrato firmado com o estaleiro espanhol Cardama para a construção de novos OPVs, o que levou o Poder Executivo uruguaio a buscar opções de aquisição mais rápidas por meio de acordos entre governos.

Como parte desse processo, o governo do presidente Yamandú Orsi enviou uma delegação oficial ao Reino Unido para inspecionar as embarcações. A missão reuniu dois capitães da Marinha, um do Corpo Geral e outro do Corpo de Engenharia Mecânica e Elétrica, que viajaram a Southampton para avaliar o estado material e as capacidades do HMS Tyne, HMS Severn e HMS Mersey. A visita constituiu a primeira avaliação técnica formal dos navios oferecidos ao Uruguai.

Características e limitações dos navios oferecidos ao Uruguai

Os navios River Batch 1 entraram em serviço em 2003 e passaram mais de duas décadas realizando missões de proteção da pesca, vigilância marítima e segurança nas águas do Reino Unido. Entre suas principais características estão o deslocamento de 1.770 toneladas, comprimento de 79,5 metros, velocidade máxima de 20 nós, autonomia de 7.800 milhas náuticas a 12 nós e uma tripulação padrão de 30 pessoas, com acomodação para até 48 militares.

No entanto, uma de suas limitações mais importantes é a falta de convés de voo e hangar para operações de helicópteros, requisito que havia sido tratado como prioritário nos programas anteriores da Marinha uruguaia para aquisição de navios-patrulha.

Com a retirada oficial da classe agora prevista para 2028, o cronograma britânico começa a coincidir com o período considerado pelo governo uruguaio para uma possível entrada dessas embarcações em serviço. Caso o acordo avance, o Uruguai obteria três navios-patrulha oceânicos comprovados a um custo consideravelmente menor do que o de construir unidades novas. A decisão final, porém, dependerá da avaliação técnica das plataformas e de suas capacidades atenderem aos requisitos operacionais estabelecidos para a futura renovação da frota da Marinha uruguaia.

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