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SEAT Leon X-Perience: primeiras impressões

Carro Seat marrom em movimento em estrada com montanhas ao fundo sob céu claro.

SEAT Leon X-Perience: o que é e por que existe

SEAT Leon o quê?

É o X-Perience - com “X” maiúsculo para reforçar a proposta mais aventureira e a tração integral.

Qual foi a ideia por trás dele?

Como a SEAT já tinha um Leon em versão perua (ST) bastante competente, bastou aplicar molduras plásticas mais robustas na carroçaria e aproveitar um sistema de tração às quatro rodas da Volkswagen que já estava disponível. Assim, a marca espanhola conseguiu lançar um “novo” modelo com baixo gasto em P&D.

O que ele traz de diferente do Leon ST

O que muda em relação a uma Leon ST convencional?

Tirando o revestimento extra de plástico por fora para passar um ar mais “forte”, não há uma transformação radical. Ainda assim, o X-Perience fica 28 mm mais alto do que a Leon ST tradicional e, por causa das proteções adicionais na carroçaria, acaba também 8 mm mais comprido.

O principal diferencial, na prática, é que ele já vem de série com a mais recente tração integral Haldex (a mesma usada no Golf Alltrack e no Skoda Octavia Scout). A SEAT disponibiliza duas variantes do motor turbodiesel de 2,0 litros, com 148 bhp ou 181 bhp. A configuração mais potente é combinada com a transmissão automática DSG; já a opção de 148 bhp traz caixa manual como padrão.

Também há um pacote generoso de equipamentos de fábrica: rodas de liga leve aro 17 com desenho de dois raios, barras de teto pretas, vidros traseiros escurecidos, sensores de estacionamento e escapamento duplo.

Como é dirigir, consumo, espaço e preços do Leon X-Perience

E ao volante, como ele se comporta?

Ele anda de forma bem acertada, sobretudo se você escolher a versão mais forte. Em movimento, o X-Perience passa a sensação de estar ligeiramente mais alto nas molas do que um Leon comum - sem chegar a parecer um SUV - e, mesmo em sequências de curvas, não é o tipo de carro que vai deixar as crianças enjoarem.

A suspensão tende ao firme, mas isso funciona em conjunto com uma direção precisa para manter a condução agradável. No fundo, lembra bastante a experiência de dirigir a perua Leon “normal”. Ambos os motores entregam desempenho suficiente; porém, depois de experimentar a pegada mais intensa do 181 bhp, é difícil ter vontade de voltar para o outro.

Quando o piso está escorregadio, a tração integral mostra mais claramente o seu valor. Além disso, ela ajuda a controlar subesterço e patinagem em curvas mais apertadas, deixando você acelerar mais cedo. O resultado é um ritmo surpreendentemente satisfatório em estradas secundárias.

Graças ao uso inteligente do XDS, o “diferencial eletrónico”, o X-Perience consegue mandar 50 por cento da força do motor para as rodas traseiras quando necessário e, em situações extremas, direcionar 100 por cento da tração para apenas uma roda.

A tração às quatro rodas faz o consumo disparar?

Não exatamente. Mesmo a versão de 181 bhp registra uma média oficial de 43,4 mpg (aprox. 15,4 km/l) e, ainda assim, acelera de 0 a 62 mph (0 a 100 km/h) em 7,2 segundos.

Ele é prático no dia a dia?

Para quem precisa transportar cargas volumosas com frequência, sim. O porta-malas oferece 587 litros e, com o rebatimento dos bancos traseiros, o volume sobe para 1.470 litros - espaço de sobra para levar duas bicicletas de montanha.

Isso tudo não sai caro?

A SEAT posiciona o X-Perience como um modelo vitrine, tal como o Cupra entre os hatches desportivos. Por isso, os preços começam em £24,385 na versão SE de entrada - um aumento considerável de £3,105 em relação à Leon SE ST com o mesmo motor.

Pagando mais £1,985, dá para subir para a SE Technology, que inclui central multimédia com ecrã tátil melhorada, rádio DAB e navegação por satélite, além de faróis automáticos, limpadores automáticos e retrovisor interno fotocrómico.

No topo da linha, o X-Perience com DSG e o motor mais potente sai por £28,870.

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