A decisão que vinha sendo especulada nos bastidores finalmente virou comunicado oficial. Por meio de suas redes sociais, a Força Aérea Argentina (FAA) confirmou de forma oficial e definitiva a desprogramação e a retirada dos caças-bombardeiros A-4AR Fightinghawk. A confirmação veio depois de o próprio Chefe do Estado-Maior-Geral da FAA, brigadeiro-general Gustavo Javier Valverde, levar a notícia diretamente aos militares da V Brigada Aérea - última casa do sistema de armas e conhecida como “Cuna de Halcones”.
O assunto já estava no radar: dias atrás, durante a celebração do 44º Aniversário do Batismo de Fogo, realizada na Base Aérea Militar de Morón, o mesmo Valverde havia adiantado que uma decisão sobre o futuro dos A-4AR Fightinghawk já havia sido tomada.
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A questão é relevante porque, pelo menos há quase dois anos - desde o último acidente, em meados de julho de 2024 -, não foram registrados voos das aeronaves da V Brigada Aérea. Ao mesmo tempo, avançavam os passos para a incorporação do novo sistema de armas F-16 na VI Brigada Aérea de Tandil e na Área Material Río Cuarto, onde, desde o fim de março passado, vêm ocorrendo voos de teste e treinamento.
Sobre a decisão oficializada após o meio-dia (hora local), a Força Aérea informou que: “o chefe do estado maior general, brigadeiro general Gustavo Javier Valverde, comunicou pessoalmente a desprogramação definitiva do Sistema de Armas A-4 AR Fightinghawk aos integrantes da V Brigada Aérea.”
A FAA acrescentou, ao justificar a medida, que ela “… responde estritamente a um exaustivo análisis de planificación estratégica institucional que prioriza eficiencia operativa y sostenibilidad económica. Además, indicó que los costos actuales de mantenimiento y sostenimiento de la cadena logística del Sistema A4 AR obligan a optar por una asignación estratégica de recursos en proyectos de largo plazo que garanticen niveles de operatividad para cumplir con la misión”.
E completou: “… que la desprogramación se fundamenta en criterios técnicos de gestión, donde el recientemente incorporado Sistema de Armas F-16M Fighting Falcon requiere afectar recursos humanos y materiales institucionales, hoy disponibles en la V Brigada Aérea”.
Por fim, até o momento desta publicação, não foram divulgados mais detalhes sobre os próximos passos, incluindo possíveis cerimônias para marcar a retirada final dos A-4AR. O encerramento do ciclo coloca um ponto final em um legado ligado aos Skyhawk e aos pilotos da Força Aérea Argentina que combateram na Guerra das Malvinas e atuaram na defesa da soberania nacional.
Interrupção do programa de recuperação
O acidente de julho de 2024 interrompeu o processo de recuperação dos A-4AR Fightinghawk da Força Aérea Argentina - um projeto ambicioso que pretendia estender a vida útil das aeronaves por meio da aquisição de numerosos sobressalentes e da atualização de até um esquadrão completo. O programa já havia ultrapassado os $ 7.307 milhões em investimentos, com projeções de forte aumento nos anos seguintes. Ainda assim, cortes recentes e a prioridade dada a iniciativas como o F-16 acabaram por selar um desfecho que, apesar da ausência de anúncios oficiais por um período, já parecia inevitável tanto para os Fightinghawk quanto para outros sistemas, como o Pucará.
Noticia en desarrollo.
Fotografías: Zona Militar.
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