A DS Automobiles chega a 2026 em um ponto decisivo. Depois de um 2025 marcado por transformações relevantes, a fabricante francesa se prepara para colocar à prova a consistência da nova estratégia inaugurada com o lançamento do DS Nº8.
DS Nº8 abre uma nova fase na DS Automobiles
Mais do que um novo topo de linha, o DS Nº8 simbolizou o começo de uma etapa diferente para a marca, ao apresentar uma nova linguagem de design e uma nova lógica de nomenclatura para a linha. No caso específico do Nº8, ele também estreou uma categoria inédita na DS: “SUV-coupé”.
O DS Nº8 já desembarcou em Portugal, com preços a partir de 59 mil euros. Veja qual foi o nosso veredito sobre o novo topo de linha francês:
DS 4 vira Nº4 e a marca prepara o foco de 2026
A mesma direção foi aplicada ao DS 4 que, mesmo estando no meio do seu ciclo de vida, passou a usar a designação Nº4 após a atualização. Houve outras alterações: este artigo reúne tudo o que mudou.
E o próximo passo? Em 2026, a atenção dentro da DS vai se concentrar em um único modelo: o Nº7.
DS Nº7 no centro da estratégia
O DS Nº7 será o sucessor direto do atual DS 7, o carro mais vendido da marca nos últimos anos. Por isso, a nova geração assume um papel-chave na estratégia para 2026. Ele será lançado ainda este ano e teve sua chegada antecipada de um jeito pouco convencional pelo diretor de design da marca, Thierry Métroz:
No começo do ano, Métroz divulgou um vídeo curto (acima) em que é possível ver (virtualmente) o novo Nº7, ainda camuflado. Não foi um vazamento acidental, e sim uma prévia deliberada do que vem por aí.
Mesmo com a camuflagem, dá para notar a influência do DS Nº8 no estilo, principalmente na dianteira e na assinatura luminosa vertical, mas com proporções mais tradicionais - a silhueta segue o padrão dos SUVs do segmento. Por dentro, a tendência é que ele também se aproxime das soluções já apresentadas no Nº8.
Do lado técnico, o DS Nº7 vai usar a plataforma STLA Medium, a mesma do DS Nº8 e de outros modelos da galáxia Stellantis. Essa base multi-energias permitirá que o SUV cresça em tamanho e ofereça uma linha variada de motorizações, com versões mild-hybrid, híbridas plug-in e 100% elétricas. É um contraste em relação ao Nº8, que é oferecido apenas como elétrico - até que o mercado indique o contrário.
O ganho de dimensões do novo SUV pode reposicionar o Nº7 um pouco acima do DS 7, sem “pisar os calos” do Nº8, o que pode ajustar levemente seu posicionamento no segmento premium. E, assim como o Nº8, o francês Nº7 também será produzido na Itália, na fábrica da Stellantis em Melfi.
Depois de mudar nomes, discurso e ambição, a DS agora aposta no seu modelo mais importante. E em 2026, é aqui que todas as expectativas se concentram.
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