Como já era esperado na última sexta-feira, esta semana (6 de julho) começou com alta no preço dos principais combustíveis.
Até o momento de publicação deste texto, o preço médio do diesel comum já tinha avançado 1,4 centavos por litro, enquanto a gasolina comum ficou 1,1 centavos por litro mais cara em relação aos valores do fim de semana. A tendência é que esses números ainda aumentem até o final do dia.
Preços médios do diesel e da gasolina em 6 de julho
Nesta segunda-feira, a média do diesel comum passa a 1,782 €/l, e a da gasolina comum chega a 1,888 €/l.
Apesar da alta nos postos, o movimento vai na direção oposta ao do barril de petróleo (referência Brent), que na última semana chegou a ser negociado abaixo de 70 dólares - patamar inferior ao registrado antes do fechamento do Estreito de Ormuz. Para comparar, antes do conflito o diesel comum custava, em média, 1,635 €/l, enquanto a gasolina comum estava em 1,705 €/l.

© Wassim Chouak / Unsplash · © Sintendo - Nesta atualização, a BP definiu o diesel em 1,873 €/l e a gasolina comum em 1,979 €/l; a Galp em 1,877 €/l e 1,960 €/l; e a Repsol em 1,871 €/l e 1,954 €/l.
Como Galp, BP e Repsol ajustaram os preços
Para entender melhor como os preços evoluíram ao longo da semana, vale observar o que foi praticado pelas principais redes.
No diesel comum, a Galp e a Repsol elevaram o valor por litro em 2,5 e 2,3 centavos, respectivamente. Já a BP aplicou um aumento de três centavos por litro. Na gasolina comum, a Galp reajustou em 1,8 centavos, enquanto BP e Repsol subiram dois centavos por litro.
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A base de cálculo do preço dos combustíveis segue, como de costume, os números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), neste caso com referência à última sexta-feira, dia 3 de julho.
Os valores da DGEG já consideram os descontos oferecidos pelas distribuidoras, além das medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, é importante lembrar que se trata de médias indicativas, que podem não coincidir com os preços efetivamente encontrados em cada posto.
Redução no desconto do ISP
Com a trajetória recente do preço dos combustíveis, o Governo comunicou um novo ajuste no desconto extraordinário do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos), em vigor desde o início de março.
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Conforme a Portaria n.º 286-A/2026/1, de 3 de julho, o desconto aplicado ao diesel comum passou de 2,48 centavos por litro para 3,03 centavos por litro. No caso da gasolina comum, o valor foi de 3,12 centavos por litro para 3,51 centavos por litro.
Vale lembrar que essa medida excepcional tinha, inicialmente, validade apenas até o fim de junho. No começo da semana passada, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o apoio será mantido enquanto persistirem as atuais condições de mercado, mas sinalizou que o desconto será retirado gradualmente assim que o cenário se estabilizar.
Esse abatimento extraordinário do ISP soma-se ao mecanismo existente desde 2022, criado para reduzir o impacto da alta dos combustíveis após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Na prática, trata-se de uma redução parcial do imposto sobre gasolina e diesel, com ajustes sucessivos acompanhando o comportamento dos preços.
O que está em causa?
A alta no preço dos combustíveis em Portugal e na Europa está ligada diretamente à escalada de tensões no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz - uma das principais rotas de escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. Cerca de 20% do comércio mundial de petróleo bruto passa por esse corredor.
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O efeito apareceu rapidamente nos mercados: antes do início do conflito, o Brent (referência para a Europa) estava em 72 dólares. Durante o conflito, chegou a superar 110 dólares. Nesta segunda-feira, no momento de publicação deste artigo, era negociado por um valor semelhante ao do período pré-conflito: 71,63 dólares.
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