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Novo Range Rover de 5ª geração estreia a plataforma MLA

SUV Range Rover bege modelo MLA GEN5 exposto em showroom moderno com piso de cimento polido.

Depois de cinco anos de desenvolvimento, a nova geração do Range Rover foi finalmente apresentada e chega para inaugurar uma fase completamente nova - não apenas para a marca britânica, mas também para o grupo ao qual ela pertence.

Como já vinha sendo antecipado, o Range Rover de quinta geração estreia a plataforma MLA. A arquitetura promete mais 50% de rigidez torcional e até 24% menos ruído em comparação com a base anterior. Com 80% de alumínio em sua composição, a MLA foi concebida para receber tanto motores a combustão quanto conjuntos elétricos.

Assim como no modelo anterior, o novo Range Rover será vendido com duas carrocerias: “normal” e “longa” (com maior distância entre-eixos). A novidade relevante aqui é que a versão longa passa a poder ter sete lugares, algo inédito no SUV britânico.

Evolução sempre no lugar da revolução

A silhueta do novo Range Rover permanece quase inalterada, mas isso não quer dizer que o SUV de luxo britânico tenha ficado sem mudanças visuais. Na prática, as diferenças em relação à geração que sai de cena são bastante perceptíveis.

No conjunto, o desenho ficou mais “limpo”, com menos elementos decorativos na carroceria e uma atenção clara à aerodinâmica (Cx de apenas 0,30). O maior sinal disso é a adoção de maçanetas retráteis, semelhantes às usadas, por exemplo, no Range Rover Velar.

É na parte traseira que as alterações mais saltam aos olhos. Há um novo painel horizontal que reúne a identificação do modelo e diversos elementos luminosos, conectado às luzes de freio verticais posicionadas nas laterais da tampa do porta-malas. De acordo com a Range Rover, essas luzes usam os LEDs mais potentes do mercado e passam a ser a nova “assinatura luminosa” da Range Rover.

Na dianteira, a grade tradicional foi redesenhada e os novos faróis contam com 1,2 milhões de pequenos espelhos que refletem a luz. Cada um desses espelhos pode ser “desativado” individualmente para evitar ofuscar outros motoristas.

Mesmo com todas essas mudanças, algumas “tradições” do Range Rover seguem intactas - como a tampa traseira com abertura bipartida, em que a parte inferior também pode funcionar como banco.

Interior: o mesmo luxo, mas mais tecnologia

Por dentro, o foco principal foi reforçar o pacote tecnológico. Além do novo visual, a cabine passa a trazer uma tela de 13,1” para o sistema de infoentretenimento, posicionada de forma a parecer “flutuar” à frente do painel.

Com a versão mais recente do sistema Pivi Pro, da Jaguar Land Rover, o Range Rover passa a oferecer atualizações remotas (OTA) e, como era de se esperar, traz de série a assistente de voz Amazon Alexa, além do pareamento sem fio para smartphone.

Ainda no capítulo de tecnologia, o quadro de instrumentos totalmente digital é exibido em uma tela de 13,7”. Também há um novo head-up display. Já quem vai no banco traseiro tem “direito” a dois monitores de 11,4” instalados nos encostos de cabeça dianteiros, além de uma tela de 8” embutida no apoio de braço.

E os motores?

Na gama de motorizações, os propulsores de quatro cilindros deixaram de existir no catálogo. As versões híbridas plug-in passaram a utilizar um novo seis cilindros em linha, e o V8 passa a ser fornecido pela BMW - exatamente como os rumores já apontavam.

Entre as opções mild-hybrid, são três versões a diesel e duas a gasolina. A linha diesel se apoia em um seis cilindros em linha (família Ingenium) de 3.0 l com 249 cv e 600 Nm (D250); 300 cv e 650 Nm (D300); ou 350 cv e 700 Nm (D350).

Já as opções mild-hybrid a gasolina utilizam um seis cilindros em linha (Ingenium), também de 3.0 l, com 360 cv e 500 Nm, ou 400 cv e 550 Nm, dependendo se é a versão P360 ou P400.

No topo da oferta a gasolina, aparece um V8 biturbo de origem BMW, com 4.4 l, capaz de entregar 530 cv e 750 Nm. Com esses números, o Range Rover vai de 0 aos 100 km/h em 4,6s e atinge 250 km/h de velocidade máxima.

Por fim, as versões híbridas plug-in combinam o seis cilindros em linha 3.0 l a gasolina com um motor elétrico de 105 kW (143 cv) integrado à transmissão. Ele é alimentado por uma bateria de íons de lítio com 38,2 kWh de capacidade (31,8 kWh utilizáveis) - tão grande quanto ou até maior do que a de alguns modelos 100% elétricos.

Disponível como P440e e P510e, na configuração mais potente o Range Rover híbrido plug-in entrega 510 cv e 700Nm de potência máxima combinada, resultado da união do 3.0 l de seis cilindros com 400 cv ao motor elétrico.

Ainda assim, com uma bateria desse tamanho, a autonomia elétrica anunciada chama atenção: segundo a Range Rover, é possível rodar até 100 km (ciclo WLTP) sem acionar o motor a combustão.

Continua a “ir a todo o lado”

Como era de se esperar, o Range Rover manteve intactas as capacidades fora de estrada. Ele traz ângulo de ataque de 29º, ângulo de saída de 34,7º e altura livre do solo de 295 mm - que pode “crescer” em mais 145 mm no modo de suspensão mais alto.

Além disso, há um modo específico para travessias em vau, permitindo encarar cursos d’água com 900 mm de profundidade (o mesmo que o Defender consegue enfrentar). No asfalto, entram em cena as quatro rodas direcionais e as barras estabilizadoras ativas (alimentadas pelo sistema elétrico de 48 V), que reduzem a rolagem da carroceria.

Com suspensão adaptativa capaz de reagir às imperfeições do piso em cinco milissegundos e de reduzir a altura do solo em 16 mm em velocidades mais altas para favorecer a aerodinâmica, o Range Rover também passa a oferecer, na versão SV (a mais luxuosa), rodas de 23” - as maiores já instaladas no modelo.

Quando chega?

O novo Range Rover já pode ser encomendado em Portugal, com preços a partir de 166 368,43 euros para a versão D350 com carroceria “normal”.

Quanto à variante 100% elétrica, ela chega em 2024 e, por enquanto, ainda não foram divulgadas informações a respeito.

Atualização às 12:28 - A Land Rover divulgou o preço base do novo Range Rover.


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