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Por que os desportivos elétricos não decolam no mercado

Carro esportivo elétrico vermelho com design moderno em ambiente interno com janela ampla.

Nos últimos anos, a ideia que nos venderam foi a de que o futuro da performance - e dos carros esportivos - seria 100% elétrico. Só que, na prática, as vendas desses modelos insistem em não decolar.

A situação é tamanha que a pergunta virou inevitável: será que o mercado, no fundo, nunca teve vontade de esportivos elétricos? Esse foi o tema do episódio mais recente do Auto Rádio, podcast da Razão Automóvel com o apoio do PiscaPisca.pt.

Seria culpa do preço alto? Do peso exagerado? Ou, simplesmente, da falta de vibração e do barulho típico de um motor a combustão? Fizemos o diagnóstico e tentamos apontar caminhos para um problema que parece cada vez mais difícil de resolver. Veja o vídeo:

Vendas baixas

Quando o assunto é esportivo elétrico, os números falam por si: as montadoras não estão conseguindo atingir os volumes que previam. E isso vale tanto para pequenos hot hatch quanto para hiperdesportivos.

Um exemplo é o Rimac Nevera: mesmo com produção limitada a 150 unidades (e com uma lista de recordes impressionante), ainda não reuniu clientes suficientes para esgotar toda a fabricação.

Agora, olhando para esportivos elétricos mais “pé no chão” - como o Abarth 600e, o Alpine A290 e o MINI JCW -, a história se repete. São modelos bem avaliados pela imprensa, mas que acabam recebendo pouca atenção do mercado.

O Abarth 600e, por exemplo, somou apenas 614 unidades vendidas na Europa entre janeiro e setembro deste ano, enquanto o Abarth 500e não passou de 969 exemplares.

E, se pegarmos o MG Cyberster, ele vendeu só 1544 unidades. Ainda assim, quem vem aparecendo melhor é o Alpine A290, com 5521 unidades vendidas.

É um total bem acima do que a Abarth tem feito com seus elétricos, mas muito distante, por exemplo, do desempenho comercial do bem mais caro Porsche 911: 18 127 exemplares. À primeira vista, a comparação pode parecer sem nenhum fundamento, mas ajuda a colocar esses números em perspectiva.

O que está por vir?

Mesmo com esses resultados modestos, as marcas não jogaram a toalha. A prova está na nova leva de esportivos elétricos já anunciada.

Do Volkswagen ID. Polo GTI ao Lancia Ypsilon HF, passando pelo futuro Opel Corsa GSE e pelo Peugeot e-208 GTI, não faltam alternativas para diferentes perfis. Sem contar o sucessor elétrico do Alpine A110 e do Porsche 718.

A dúvida é se algum deles vai conseguir «furar» um mercado que segue apático e letárgico. Afinal, na hora de escolher um carro divertido - seja ele de que tamanho (e preço!) for -, a preferência ainda costuma recair sobre o «bom e velho» motor a gasolina.

Encontro marcado no Auto Rádio para a próxima semana

Por isso, não faltam motivos para assistir/ouvir ao episódio mais recente do Auto Rádio, que volta na próxima semana nas plataformas de sempre: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.

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