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Caixa de dupla embreagem: como ela funciona na Autopédia

Carro esportivo cinza metálico em exposição com motor visível no capô e motor em pedestal ao fundo.

Caixas de dupla embreagem são eficientes na condução esportiva e confortáveis - embora, em alguns trechos, possam parecer mais secas - quando a prioridade é outra que não apenas desempenho. Dá para resumir assim essa transmissão que, no começo dos anos 2000, se espalhou rapidamente pela indústria automotiva.

Na prática, elas parecem juntar o “melhor de dois mundos”: mais rapidez e rendimento do que um câmbio manual quando se está dirigindo de forma mais exigente; e o famoso “descanso do pé esquerdo” típico dos automáticos quando o ritmo é tranquilo.

Caixa de dupla embreagem na indústria automotiva

Atualmente, praticamente todas as marcas oferecem essa “caixinha de mudanças” e, conforme o fabricante, ela aparece com nomes diferentes.

PDK, DSG, SST e DGK: nomes diferentes, mesma ideia

Entre as designações mais comuns estão:

  • PDK na Porsche
  • DSG na Volkswagen
  • SST na Mitsubishi
  • DGK na BMW

Deixando as siglas de lado, o que importa é o princípio de funcionamento - e é exatamente isso que vamos destrinchar nas próximas linhas, em mais uma rubrica da Autopédia.

Como é que ninguém se lembrou disto antes?

Um bom ponto de partida para este artigo seria a pergunta: qual é o jeito mais rápido de trocar da 2ª relação para a 3ª relação do câmbio?

A resposta parece meio boba, nada científica e pouco inspirada, mas é quase evidente: manter as duas marchas engatadas ao mesmo tempo! Eu avisei que era uma resposta tola… Só que é exatamente isso que a caixa de dupla embreagem faz: deixar duas relações engatadas ao mesmo tempo.

Quando o motorista está, por exemplo, em 3ª velocidade, o câmbio já deixou a 4ª pré-engatada. Ainda assim, somente uma dessas marchas está, de fato, transferindo movimento para as rodas - usando uma das embreagens.

Enquanto uma está «ativa», a outra permanece «inativa» e não envia potência para as rodas. Por isso, no momento em que a troca é comandada, em vez de entrar em ação um conjunto complicado de engrenagens para fazer a mudança acontecer, ocorre algo bem mais direto: uma embreagem acopla e a outra entra em “repouso”. Simples, rápido e eficiente. Mudamos de marcha! Aliás… mudamos de embreagem.

Parece simples, não é?

Só o conceito é simples. Fazer esse sistema operar de forma consistente durante toda a vida útil do veículo, porém, é uma tarefa difícil.

Basta olhar para a complexidade escondida dentro dessa caixinha - uma verdadeira maravilha da engenharia.

O efeito final é o que todo mundo conhece: entrega contínua de potência às rodas, acelerações melhores e consumo mais baixo.

Vantagens e limitações da caixa de dupla embreagem no uso real

Seria um conceito perfeito se não existissem algumas limitações práticas. Entre elas, a pouca progressividade das embreagens no trânsito urbano, a facilidade com que o conjunto pode entrar em “safe-mode” por causa do superaquecimento do sistema de embreagens quando submetido a uma condução mais empenhada, e também a dificuldade relativa para “digerir” reduções mais agressivas. Segundo os fabricantes, esses pontos já estariam totalmente resolvidos na próxima geração dessa tecnologia.

No mais, não há nada a criticar além de virtudes. A não ser que você não abra mão daquela ligação homem/máquina que só um câmbio manual de verdade consegue oferecer.


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