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Skoda Fabia Monte Carlo: visual esportivo faz diferença?

Carro vermelho Škoda Fabia MC 2024 em exibição dentro de showroom moderno e iluminado.

Um visual mais esportivo faz mesmo tanta diferença? Faz, sim.


A Skoda escolheu o nome Monte Carlo para o Skoda Fabia como forma de homenagear a ligação da marca ao Mundial de Rali e à prova histórica que, há mais de um século, é «responsável» por abrir o calendário todos os anos.

Fora das pistas, nas linhas da Skoda em que não existe a alternativa mais esportiva do fabricante tcheco para carros de rua - a RS (Rally Sport) -, a marca costuma recorrer ao emblema Monte Carlo. No fim das contas, há quem faça questão de um carro com aparência mais esportiva.

Foi exatamente esse o caso da unidade que eu pude testar. De longe, ela passa por um Skoda Fabia como qualquer outro desta quarta geração, que já tem um desenho mais refinado. Só que basta se aproximar um pouco para perceber que esta configuração está bem longe de ser igual às demais.

Como acontece em outras versões Monte Carlo da Skoda, este Fabia ganhou uma série de detalhes em preto: frisos, defletores aerodinâmicos, saias laterais, grade dianteira e até os emblemas de marca e modelo.

No Fabia das fotos, vários desses itens podem até ficar mais discretos por estarem na mesma cor da carroceria, mas acabam por «amplificar» as linhas mais marcadas que o Fabia «normal» já traz.

Além disso, o carro avaliado ainda vinha com as rodas de liga leve (opcionais) de 18” de diâmetro, reforçando o apelo esportivo do conjunto. E, para não deixar dúvida sobre a versão, o nome Monte Carlo aparece acompanhado de uma bandeira quadriculada nos para-lamas dianteiros.

Monte Carlo inclui visual mais esportivo

Por dentro, o Skoda Fabia mantém o mesmo «tom» esportivo, com bancos dianteiros que oferecem mais apoio lateral e encostos de cabeça integrados. Embora sigam o ambiente mais escuro que os modelos do Grupo Volkswagen costumam adotar nas versões de proposta esportiva, eles trazem listras verticais centrais em tons de cinza e vermelho.

Para reforçar essa atmosfera focada no motorista, tanto o painel quanto o console central e os puxadores das portas recebem frisos em um vermelho vivo. Esse detalhe conversa com a estética do quadro de instrumentos digital e com a aplicação em alguns revestimentos, que imitam fibra de carbono. No banco traseiro, o padrão do estofamento continua, mas as partes em vermelho deixam de aparecer.

Espaço surpreendente a bordo do Fabia

Um dos grandes diferenciais do Skoda Fabia é o espaço interno que ele oferece, tanto na frente quanto atrás. Ao dirigir, a posição ao volante é excelente; no banco traseiro, há boas medidas de altura e um espaço adequado para as pernas.

O lado menos favorável é que quase todos os materiais do interior são duros - mesmo sem surgirem ruídos incômodos - e também a mensagem que aparece na tela sensível ao toque quando tentamos conectar o telefone via Apple CarPlay, informando que ainda é preciso usar um cabo.

ADN de competição, mas só no visual

O Skoda Fabia Monte Carlo aposta em uma aparência mais esportiva, mas vale lembrar que não é uma versão RS. Em outras palavras, a esportividade fica por conta da estética. Suspensão e direção são exatamente as mesmas das outras opções da gama.

Ainda assim, a adoção das rodas de 18” acaba trazendo um «pisar» mais firme, além de deixar as respostas das rodas dianteiras aos comandos do volante mais imediatas. Tudo isso se soma a um chassi bem acertado, que entrega uma dinâmica mais refinada e previsível - assim como nas demais versões da linha.

Com quatro ou apenas dois cilindros

Um dos trunfos mais relevantes deste Skoda Fabia Monte Carlo, porém, está escondido sob o capô. O motor 1.5 TSI EVO do Grupo Volkswagen entrega 150 cv e traz evoluções para alcançar maior eficiência térmica. Além disso, ele conta com a função de desativar dois dos quatro cilindros quando não há demanda - algo que, em teoria, ajuda a reduzir o consumo.

De acordo com os números divulgados pela marca, e com a ajuda do câmbio automático DSG de dupla embreagem e sete marchas, o consumo médio desta versão fica em 5,6 l/100 km em um trajeto misto. Neste teste, porém, a média ao final foi de 6,3 l/100 km. Mesmo assim, é um resultado interessante, considerando que inclui alguns quilômetros em um ritmo menos moderado.

Versão especial com preço especial

Com o pacote Monte Carlo, o Skoda Fabia ganha pontos em carisma por ser uma alternativa com um «toque» mais exclusivo. Para completar, a lista de itens de série é bem completa e inclui alguns detalhes específicos, como a decoração interna.

O problema é que o preço deste Skoda Fabia Monte Carlo já encosta na faixa dos 32 mil euros. E, somando os opcionais presentes na unidade testada, o próximo degrau já passa para 35 mil euros.

Ou seja, já é um nível de preço que permite escolher praticamente qualquer hatch compacto disponível no nosso mercado, seja em versões mais potentes, seja em configurações com sistemas híbridos.

Nesse grupo, aparecem modelos como Peugeot 208, Renault Clio e até o SEAT Ibiza. Neste último caso, na opção de visual mais esportivo (FR), com o mesmo motor e o mesmo câmbio do Skoda Fabia - ainda que com um pacote de série menos generoso e com muito mais opcionais para selecionar.

Onde está o Monte Carlo vermelho?

Assim, o Skoda Fabia Monte Carlo acaba sendo um dos hatches compactos mais diferenciados entre os disponíveis no mercado nacional. Ele combina um motor a gasolina tecnologicamente avançado - mesmo sem eletrificação - com o câmbio DSG, que também contribui para uma experiência mais agradável.

A aparência mais esportiva talvez seja seu maior atrativo, mas não entendi por que o tom “Vermelho Velvet” exibido no lançamento desta versão não está disponível. Ficaram apenas branco, preto e dois tons de cinza.

Veredito

Especificações técnicas

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