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Acionistas da Tesla aprovam plano salarial de Elon Musk de até 1 000 000 000 000

Homem veste terno apresenta gráfico de crescimento para grupo de pessoas em reunião de negócios.

Apesar das polêmicas que vêm cercando Elon Musk - inclusive a sua aproximação da política -, os acionistas da Tesla aprovaram um novo plano salarial para o diretor-executivo que pode chegar a 1 000 000 000 000 de dólares, o equivalente a 870 bilhões de euros.

Na prática, o valor validado agora é de 878 bilhões de dólares (764 bilhões de euros). A diferença é simples: o teto do pacote considera uma eventual valorização futura das ações da Tesla; já o número menor corresponde ao que foi registrado na data da votação.

Como funciona o plano de remuneração de Elon Musk na Tesla

Ainda assim, Musk não vai receber um salário como o da maioria das pessoas. A Tesla não se comprometeu com pagamentos em dinheiro: ele será remunerado apenas com ações. Para ter direito a esses papéis, porém, aceitou cumprir um conjunto de metas corporativas que, à primeira vista, parecem inalcançáveis.

“O que estamos prestes a iniciar não é apenas um novo capítulo no futuro da Tesla, mas sim um livro completamente novo”.
Elon Musk, CEO da Tesla

A recompensa só vem se ele conseguir transformar a companhia em um gigante de mobilidade, robótica e inteligência artificial. O pacote é organizado em 12 tranches, e cada uma só é liberada quando a Tesla atinge, ao mesmo tempo, uma meta financeira e uma meta operacional.

Crescimento brutal

Entre os objetivos estão: produzir, no acumulado, 20 milhões de veículos; colocar em operação 1 milhão de táxis-robô; vender 1 milhão de robôs humanoides Optimus; e alcançar 10 milhões de assinaturas pagas do sistema “Full Self-Driving”.

O alvo final é direto: levar a empresa a 8,5 trilhões de dólares (7,4 trilhões de euros) em valor de mercado. Hoje, ela vale cerca de 1,5 trilhão de dólares (1,3 trilhão de euros). Ou seja, a Tesla precisa se valorizar mais de cinco vezes para que Musk receba o pacote completo.

Metas financeiras: EBITDA e prazo de até 10 anos

Como se não fosse suficiente, o plano também exige que a companhia alcance um lucro ajustado (EBITDA) de aproximadamente 400 bilhões de dólares (348 bilhões de euros). Só depois disso Musk poderá exercer as ações correspondentes, em um processo que pode levar até 10 anos.

Um voto de confiança e risco

A proposta passou com mais de 75% dos votos, mas dividiu o mercado. Para alguns, trata-se de um voto de confiança no líder que transformou a Tesla em uma das empresas mais valiosas do planeta; para outros, o alerta é para o risco de diluição dos acionistas e para o precedente que a medida estabelece.

O fato é que Musk segue apostando alto. O novo desenho troca o salário por uma missão de escala literalmente planetária. E ambição nunca foi um problema para o líder da Tesla, que chegou a sugerir - em um tom meio irônico - que a produção em massa dos robôs Optimus poderia acontecer em Marte.

O plano também desloca o foco para além do carro - inteligência artificial, robôs, táxis-robô - e cobra que a Tesla entregue, na próxima década, resultados que muitos considerariam impossíveis.

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