A Toyota revelou mais um passo no desenvolvimento do seu novo motor a combustão, o G20E. O projeto gira em torno de um quatro-cilindros de 2,0 litros que, na configuração mais forte, pretende alcançar - e até superar - a marca de 400 cv.
Esse novo motor ainda deve levar alguns anos para chegar aos modelos de produção - a previsão apontada é 2026 ou 2027 - e a fase de validação continua avançando. A primeira grande prova em condições reais já aconteceu: uma corrida de endurance (3 horas) válida pela sexta etapa da Super Taikyu Series, no circuito de Okayama.
Para a Toyota, a competição funciona como a melhor bancada para experimentar soluções novas - e também é um dos jeitos favoritos de Akio “Morizo” Toyoda, presidente do grupo, colocar à prova motores em desenvolvimento. A lógica por trás do trabalho é simples: testar até quebrar e repetir o processo.
Chega ao fim e ao pódio
GR Yaris M Concept como laboratório
Para essa corrida, o G20E foi montado no GR Yaris M Concept, um protótipo de testes que remete aos antigos Grupo B. O conjunto traz o motor em posição central-traseira, com montagem transversal e tração integral, tudo sob uma carroceria com alargamentos tão exagerados que parecem “inflados” por esteroides.
Akio “Morizo” Toyoda e a filosofia de testar até quebrar
A estreia do G20E em ambiente competitivo ocorreu sem qualquer contratempo mecânico e foi tratada como um resultado positivo pelo próprio Akio Toyoda. O carro terminou a prova em terceiro lugar na classificação geral - e “Morizo” também integrou o time de pilotos.
A Toyota não divulgou a potência do motor usado no GR Yaris M Concept, mas a meta é conhecida: mais de 400 cv. Em Okayama, o G20E foi abastecido apenas com gasolina; ainda assim, a marca afirma que o novo motor deverá aceitar diferentes tipos de combustível, incluindo o E20 (com 20% de etanol).
Nova geração de motores
Flexibilidade de montagem e uso em híbridos
Mesmo aparecendo no GR Yaris M Concept em posição central-traseira e transversal, o G20E também poderá ser instalado de forma longitudinal ou na dianteira do veículo - algo que já foi observado em um protótipo de testes derivado do Lexus IS. Essa versatilidade abre espaço para uso em várias plataformas, de esportivos a sedãs familiares e SUVs.
A proposta, porém, não se limita a criar um motor de alto desempenho. O G20E integra uma nova família de motores a combustão da Toyota pensada para trabalhar em conjunto com sistemas híbridos, com promessa de elevar os níveis de eficiência.
Além disso, trata-se de um conjunto mais compacto, com potencial para melhorar o empacotamento dos carros e permitir projetos mais baixos, eficientes e aerodinâmicos. No Lexus IS de testes, por exemplo, foi possível posicionar o motor mais baixo e mais recuado, ajudando na distribuição de massas e reduzindo o centro de gravidade.
O G20E, quatro-cilindros de 2,0 litros, não é o único em desenvolvimento. A Toyota também trabalha em outro motor de quatro cilindros com 1,5 litro, com e sem sobrealimentação.
A intenção da Toyota é seguir desenvolvendo o G20E em condições reais de competição até a homologação. Com o retorno prometido do Supra, uma possível reedição do Celica e a chegada de um supercarro, a marca parece determinada a mostrar que os motores a combustão ainda têm um futuro longo e glorioso.
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