A Lamborghini se prepara para colocar na rua, em 2022, o tão aguardado sucessor do Aventador, logo depois da estreia no mercado de uma versão híbrida plug-in do SUV da marca de Sant’Agata Bolognese, o Urus.
Esses dois movimentos marcam etapas relevantes na transformação da fabricante italiana para a era elétrica, já que, diferente do que acontecia com o Aventador, o modelo que vai substituí-lo finalmente abraçará a eletrificação. Era um caminho difícil de evitar…
V12 híbrido do sucessor do Aventador
Como Maurizio Reggiani, diretor técnico da Lamborghini, confirmou há cerca de quatro meses em declarações à Car and Driver, o substituto do Aventador continuará fiel a um motor V12 aspirado (como manda a tradição…), mas terá o apoio de um sistema híbrido, tal como já vimos no novo Lamborghini Sián, que entrega um total de 819 cv.
O chefe de engenharia da marca italiana também indicou que o motor elétrico pode ficar no eixo dianteiro, explicando que “se tivermos a possibilidade de contar com um eixo dianteiro com vetorização de binário podemos fazer algo verdadeiramente excecional no campo da dinâmica”. Enquanto isso, o trabalho de acionar as rodas traseiras seguiria nas mãos do V12 de 6,5 litros.
Supercondensadores ou bateria de íons de lítio
Ainda não está definido se o novo superesportivo adotará supercondensadores - como ocorre no Sián - para alimentar o motor elétrico, ou se, por outro lado, vai depender “apenas” de uma bateria de íons de lítio.
2022, novos V12 e os desafios de emissões
Apesar de a chegada ao mercado em 2022 ainda não ter sido oficialmente confirmada pela Lamborghini, Stephan Winkelmann, diretor-geral da fabricante italiana, sugeriu à Autocar que a marca poderia apresentar dois novos modelos com motor V12 ainda em 2021.
Tudo aponta que um deles deva ser uma primeira aparição do sucessor do Aventador, posicionando-se como o V12 de próxima geração da Lamborghini. Trata-se de um projeto que já foi adiado em várias ocasiões, em parte por causa da pandemia, mas também porque a Lamborghini precisa criar uma mecânica híbrida que mantenha a dinâmica e o caráter que sempre definiram seus V12 e, ao mesmo tempo, fique em conformidade com todas as normas de emissões.
Winkelmann não deu muitos detalhes, mas reforçou que “o desafio é cumprir as exigências dos legisladores sem defraudar as expectativas dos clientes nos próximos anos”. Nesse aspecto, o Sián - revelado em 2019 - volta a ser uma peça-chave para entender o que vem pela frente: “O Sián é uma história de sucesso, porque percebemos que temos que vender a eletrificação dando um benefício aos proprietários de superdesportivos”, acrescentou.
Ao falar sobre o rumo futuro da Lamborghini, Winkelmann diz não ter dúvidas de que será “a legislação a dizer o que não podemos mais fazer”. Ainda assim, e como comentou há cerca de quatro meses em entrevista aos britânicos da Top Gear, o objetivo dele é “manter o motor de combustão interna o maior tempo possível” nas duas marcas que comanda.
“o meu maior desafio é ter uma estratégia clara para o que vai acontecer depois de 2030, para conseguir acompanhar a próxima geração - não apenas em termos de produto, mas também em termos do que isso representa para a marca. O primeiro passo é perceber o que isso significa até 2030”, disse Winkelman.
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