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O aviso ARA Puerto Argentino atracou em 11 de novembro no cais comercial de Ushuaia para dar início a uma nova edição da Patrulha Antártica Naval Combinada (PANC), operação conjunta entre a Armada Argentina e a Armada do Chile voltada a missões de busca e salvamento e à prevenção da poluição na área antártica.
A embarcação, que havia partido anteriormente da Base Naval Puerto Belgrano, foi recepcionada pelo Comandante da Área Naval Austral (ANAU), Contra-almirante Guillermo Alberto Prada, acompanhado por autoridades da Zona Naval e pela Banda de Música do ANAU.
Operação binacional da PANC e desdobramento argentino
Sob o comando da Capitã de Corveta Cintia Maizares, o ARA Puerto Argentino cumprirá a função de Navio de Serviço Antártico nesta etapa da PANC. A saída está prevista para sábado, 15 de novembro, seguindo ao sul do paralelo 60° S, onde realizará ações de salvaguarda da vida humana no mar, apoio à navegação e prevenção de ocorrências ambientais.
A Patrulha Antártica Naval Combinada ocorre desde 1984, após a assinatura do Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile. Pelo lado argentino, a execução é conduzida pelo Comando da Área Naval Austral; pelo lado chileno, pela Terceira Zona Naval. A operação segue sem interrupções desde 1998, priorizando a segurança marítima durante o verão, período em que aumentam as atividades científicas e turísticas na região.
Ao mesmo tempo, o patrulheiro oceânico ARA Piedrabuena (P-52) chegou à Base Naval Ushuaia para assumir como navio de estação, substituindo o ARA Contraalmirante Cordero (P-54). Sob o comando do Capitão de Fragata Tomás Campos, permanecerá em prontidão para responder a situações de busca e resgate (SAR), ampliando a presença e a vigilância da Armada Argentina no extremo sul.
Atividade antártica chilena e continuidade operacional
No início de novembro, a Armada do Chile realizou a abertura oficial da Comissão Antártica Institucional 2025–2026 (COMANTAR), em cerimônia a bordo do quebra-gelo AGB-46 Almirante Viel. A campanha prevê aproximadamente 160 dias de operações entre novembro de 2025 e abril de 2026.
O ato foi conduzido pelo Comandante em Chefe da Terceira Zona Naval, Contra-almirante Jorge Castillo, que apresentou o escopo logístico do desdobramento. Em sua fala, declarou: “Iniciamos uma nova Campanha Antártica de Verão com o compromisso e o profissionalismo que caracterizam nossas tripulações. O esforço se concentrará principalmente no trabalho conjunto do Trinômio Antártico: o quebra-gelo ‘Almirante Viel’, o rebocador ‘Lientur’ e o patrulheiro oceânico ‘Marinero Fuentealba’.”
Essas unidades transportarão mais de oito mil toneladas de carga entre Punta Arenas e a Baía Fildes, destinadas a projetos científicos e a obras de infraestrutura impulsionadas pelo Ministério de Obras Públicas do Chile, como o novo píer da Baía Fildes e a manutenção da pista do aeródromo Teniente Marsh.
A COMANTAR 2025–2026 mobilizará seis unidades navais e cerca de 400 servidores, em tarefas que incluem reabastecimento de bases, levantamentos hidrográficos, sinalização marítima e o Primeiro Cruzeiro CIMAR Antártico. O rebocador ATF-60 Lientur seguirá em território antártico durante as festividades de Natal e Ano-Novo.
O Contra-almirante Castillo acrescentou: “Nossa presença na Antártica não é apenas uma obrigação, mas uma convicção. Cada unidade, cada tripulação, representa o esforço de uma nação que entende que seu desenvolvimento também está em jogo no extremo sul do planeta.”
O planejamento chileno também fortalece a coordenação com organismos científicos e setoriais, além da interoperabilidade com parceiros internacionais, em um cenário de crescente interesse global pela região.
Cooperação sustentada no extremo sul
A realização simultânea da PANC e da COMANTAR evidencia a continuidade operacional das duas marinhas no continente antártico. Enquanto Argentina e Chile mantêm missões conjuntas de busca e resgate no âmbito da Patrulha Antártica Naval Combinada, a Armada do Chile conduz sua campanha institucional focada em abastecimento e apoio às bases científicas.
As duas operações reforçam a presença de ambos os países em uma área estratégica, com destaque para a segurança marítima, a cooperação internacional e a infraestrutura necessária às atividades científicas e logísticas na Antártida.
Imagem de capa obtida junto à Armada Argentina.
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