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BMW M2 Diesel: o M2 50d criado por Gary Martins

Carro esportivo BMW azul metálico modelo M2 50D em exposição em ambiente interno.

Um BMW M2 Diesel que a marca nunca lançou

A BMW nunca colocou no mercado um M2 Diesel - e, convenhamos, a ideia não parece fazer muito sentido à primeira vista. Ainda assim, segundo o dono do carro, ele existe: um M2 50d (já dá para entender de onde vem esse nome…), concebido praticamente do zero.

Na prática, este BMW começou bem longe de qualquer coisa “M”. Ele saiu de fábrica como um 220d Coupé bem mais discreto, até que a criatividade de Gary Martins - ex-técnico da BMW, de origem portuguesa e hoje proprietário da oficina Grease Monkey Motors, na África do Sul - transformou o projeto em algo que tenta ser, na medida do possível, um “M Diesel”, ainda que sem qualquer selo oficial da marca.

E, por mais que a combinação soe como heresia para alguns fãs de Munique, Gary Martins não tem dúvida: para ele, este é um M2 “de corpo e alma”. E, olhando para a história de modelos Diesel com a assinatura M, a proposta nem chega a ser tão absurda quanto parece.

O que está sob o capô: N57 do X5 M50d

O segredo principal dessa preparação está escondido no cofre do motor. O quatro-cilindros do 220d foi substituído por um seis-cilindros em linha de 3.0 litros com três turbos (N57), retirado de um X5 M50d (F15, a geração anterior). Vale lembrar que o “monstro” Diesel com quatro turbos é o B57.

De acordo com Gary Martins, não foi preciso mexer no chassi para acomodar esse bloco “monstruoso”. O conjunto ainda recebeu um sistema de injeção de água-metanol e óxido nitroso (NOS).

No fim das contas, este M2 Diesel entrega 591 cv de potência e 1070 Nm de torque máximo, um salto enorme em relação aos 386 cv e 740 Nm que esse motor oferecia de fábrica.

Aparência de M2 “de verdade” e peças de outros BMW M

A receita especial - que Gary detalha em vídeo - também aparece do lado de fora, com um visual pensado para copiar o look agressivo do BMW M2 “de verdade”. O para-choque dianteiro, por exemplo, foi “roubado” de um M2 Competition, enquanto o para-choque traseiro e os alargadores das caixas de roda vêm diretamente de um M2.

As quatro saídas de escape chamam atenção de imediato, assim como a asa traseira M Performance em fibra de carbono.

E não para por aí. O capô é de fibra de carbono e foi feito sob medida para essa conversão; o mesmo vale para a tampa do porta-malas, que também usa o mesmo material.

Freios, transmissão e acerto para lidar com mais de 1000 Nm

Nos freios, a mistura de componentes segue a mesma lógica: as pinças dianteiras vieram de um M5, e as traseiras, de um M4. Para dar conta da força, a transmissão foi “roubada” de um 330d e retrabalhada para aguentar mais de 1000 Nm de torque.

Homologado para rodar na rua, é na pista que Gary Martins diz aproveitar de verdade o potencial do seu M2 Diesel. Já está marcado: em setembro, ele fará sua estreia em competição na Simola Hillclimb, em Knysna, na África do Sul.

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