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Suécia prevê capacidade operacional plena do MIM-104 Patriot (LvS103) em 2026

Soldado em uniforme camuflado operando sistema de lançamento de míssil em ambiente ao ar livre.

As Forças Armadas da Suécia esperam alcançar um marco em 2026 com a obtenção da capacidade operacional plena do seu sistema de mísseis antiaéreos MIM-104 Patriot, designado localmente como LvS103. Depois de concluir e superar com êxito uma série de avaliações do conjunto completo, o país não apenas assegurou a integração do Patriot ao seu sistema nacional de defesa, como também passará a poder empregar essa capacidade em eventuais operações internacionais.

O major-general Johan Axelsson comentou parte do trabalho realizado para chegar à plena capacidade do Patriot, explicando que “…Verificámos que vários sistemas de comando diferentes, de distintas unidades e ramos da defesa, podem integrar-se num processo de combate rápido do sensor ao efetor, que, neste caso, é o próprio sistema de mísseis…”

Na mesma linha, o chefe do Exército, Jonny Lindfors, afirmou que “…É importante que (a integração do Patriot) seja feita em conjunto dentro das Forças Armadas. É uma espécie de contrato. O Exército, por meio do Regimento de Defesa Antiaérea, produz algo que a Força Aérea liderará e que, em última instância, o comando de operações irá orquestrar e empregar com eficácia…”.

Integração do MIM-104 Patriot (LvS103) na cadeia de comando sueca

Em seu comunicado, as Forças Armadas suecas destacam que o sistema de defesa aérea MIM-104 Patriot “…está subordinado ao Comandante da Força Aérea em operações de guerra e de proximidade e, em seguida, é dirigido pelo centro de comando da Força Aérea, o Centro de Operações Aéreas (AOC)…”.

O Patriot sueco é colocado à prova

Como parte das avaliações conduzidas para atingir a capacidade operacional plena, foi testada a aptidão de cumprir uma missão nos níveis operacional e tático, envolvendo sobretudo os ramos de defesa do Exército e da Força Aérea, sob o comando do comando de operações.

O propósito foi confirmar a prontidão das unidades “…para garantir que cumprissem os prazos e os requisitos de capacidade estabelecidos. Neste caso, foi atribuída a uma companhia de defesa aérea a tarefa de realizar um movimento tático para, posteriormente, proteger o aeroporto de Halmstad…”.

Durante esse desdobramento, foi verificada toda a cadeia de comando do sistema de defesa aérea Patriot: desde assegurar que os canais de ordens fossem os corretos, passando pela coordenação do espaço aéreo, até confirmar que era tecnicamente viável ligar o sistema e fazê-lo operar em cooperação com outros meios, trabalhando assim segundo o conceito de sistema integrado de defesa aérea.

Interceptores GEM-T e PAC-3 MSE e a operação pelo Regimento Lv 6

Vale lembrar que as Forças Armadas da Suécia foram as primeiras, entre países que não pertenciam à OTAN, a incorporar o sistema MIM-104 Patriot. Em 2021, o país nórdico optou por uma solução mista ao adquirir dois tipos de interceptadores. De um lado, o Patriot GEM-T, uma variante concebida para abater diferentes tipos de aeronaves, designada localmente como Robot 103 A.

Além disso, também foi adquirido o PAC-3 MSE, uma solução desenvolvida pela Lockheed Martin para enfrentar mísseis balísticos e de cruzeiro. Nas Forças Armadas suecas, ele é denominado Robot 103 B. Ambos os interceptadores, juntamente com os demais componentes que compõem o sistema Patriot, são operados pelo Regimento de Defesa Antiaérea (Lv 6), sediado em Halmstad.

Imagem de capa: Försvarsmakten – Alexander Gustavsson


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