Pular para o conteúdo

Caças Gripen suecos interceptam Su-35S que escoltavam Tu-22M3 sobre o Mar Báltico em 22 de janeiro

Piloto em cockpit de caça com fones, voando sobre o mar ao pôr do sol com dois caças à frente.

Intercepção no Mar Báltico com caças Gripen

Na última quinta-feira, 22 de janeiro, caças Gripen da Suécia foram acionados para uma missão de interceptação sobre o Mar Báltico. O alvo da aproximação foram aeronaves das Forças Aeroespaciais Russas - especificamente dois caças Su-35S que faziam a escolta de um bombardeiro Tu-22M3.

De acordo com o Ministério da Defesa em Moscou, o trio realizava um voo previamente programado, com rota estabelecida sobre espaço aéreo neutro, sem que fossem divulgados detalhes adicionais sobre o propósito da missão.

O que disse Moscou sobre a operação

No comunicado oficial, a parte russa afirmou que o voo total ultrapassou cinco horas. Ainda assim, segundo a mesma nota, a presença dos Gripen suecos foi observada apenas em determinados segmentos do trajeto - e não ao longo de todo o percurso.

O texto também enfatizou que a atividade ocorreu em conformidade com as regras de voo aplicáveis ao espaço aéreo sobre águas internacionais, e que não houve registro de incidente ou de manobra considerada perigosa no momento em que as aeronaves suecas (da Força de Reação Rápida enviada por Estocolmo) se aproximaram.

Outros episódios recentes de interceptação no Báltico

Sem informações mais detalhadas sobre o caso desta quinta-feira, vale lembrar que não se trata do primeiro episódio semelhante registrado ao longo do ano. Recentemente, houve a interceptação de uma aeronave anfíbia Be-200, da Aviação Naval Russa, em sobrevoo no Báltico.

Na ocasião, caças Eurofighter da Força Aérea Italiana acompanharam o voo após decolarem da Base Aérea de Ämari, na Estônia. O que chamou atenção nesse evento foi o tipo de aeronave utilizado por Moscou, já que há poucos exemplares desse modelo em operação.

Antes disso, também foi reportado o emprego de meios da OTAN para interceptar um grupo formado por aeronaves de combate Su-30SM e de transporte An-26. Esses voos ocorreram nas proximidades do espaço aéreo dos países bálticos, com origem em Kaliningrado. Como ponto particular dessa operação, destacou-se que um dos Su-30SM voava com o transponder desligado e, além disso, não apresentou o plano de voo.

Patrulhas de longo alcance com Tu-95MS no Mar do Japão

Ampliando o olhar para outros desdobramentos recentes envolvendo bombardeiros russos, é relevante citar o envio de aeronaves Tu-95MS para conduzir as primeiras patrulhas de longo alcance do ano sobre o Mar do Japão. Conforme reportado anteriormente, tratou-se de um voo com duração aproximada de 11 horas.

Essa missão também contou com escolta de caças Su-30SM e Su-35S e, apesar de ter transcorrido sem maiores incidentes, foi interpretada em Tóquio como um recado de dissuasão direcionado aos Estados Unidos e a aliados na região.

Créditos das imagens: Ministério da Defesa da Rússia, Força Aérea Sueca

Você pode se interessar: Patrulheiros da Marinha Real britânica interceptaram e monitoraram a navegação da corveta russa “Boikiy” no Canal da Mancha

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário