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Preço dos combustíveis: diesel e gasolina devem cair em 4 de novembro

Jovem sorridente usando celular em posto de gasolina ao lado da bomba de combustível.

A semana passada foi marcada por alta nos preços dos combustíveis, mas a tendência deve se inverter no começo da próxima semana.

Queda esperada na próxima segunda-feira (4 de novembro)

De acordo com informações repassadas por fontes ligadas ao setor de combustíveis, na segunda-feira, 4 de novembro, a previsão é de redução nos valores praticados: o diesel simples deve ficar 2 centavos por litro mais barato, enquanto a gasolina simples pode cair 4 centavos por litro.

Se essas estimativas se confirmarem, o preço médio do diesel (simples) deve ficar em 1,547 €/l, enquanto a gasolina (simples 95) desce para 1,674 €/l.

Preço médio e base de cálculo (DGEG)

Como ocorre normalmente, a referência usada para o preço dos combustíveis é a divulgada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, com base nos números publicados ontem, quarta-feira, 30 de outubro.

Os dados da DGEG já consideram os descontos aplicados pelas distribuidoras e também as medidas do Governo que estão em vigor. Ainda assim, vale reforçar que não são necessariamente os valores encontrados nos postos, já que se tratam de médias meramente indicativas.

Além disso, cada revendedor continua livre para definir o preço que considera mais adequado à sua estratégia.

Medidas do Governo

As medidas extraordinárias de apoio aos combustíveis seguem válidas, porém vêm sendo reduzidas de forma gradual.

A retirada dos «descontos fiscais» deve continuar - algo que também aparece na proposta do Orçamento do Estado para 2025. Para 2025, o Governo propõe o “fim da isenção de ISP sobre os biocombustíveis avançados e o descongelamento progressivo da taxa de carbono”.

Entre as mudanças, a atualização progressiva da taxa de carbono é a que tende a pesar mais na evolução do preço dos combustíveis. Vale lembrar que essa taxa já teve três atualizações desde 26 de agosto - a mais recente ocorreu em setembro. Neste momento, a taxa de carbono está em 81 €/t de CO2, conforme a Portaria n.º 210-A/2024/1. Mesmo assim, permanece abaixo de 83,524 €/t, que era o valor previsto para este ano caso o congelamento não tivesse ocorrido.

O efeito acumulado da atualização da taxa de carbono no preço dos combustíveis chega a 7,5 centavos por litro no diesel e 6,9 centavos por litro na gasolina (fonte: Eco).

O «desconto» do ISP permanece - 15,1 centavos por litro no diesel e 16,3 centavos por litro na gasolina -, mas a soma de todos os apoios tende a ser menor. No total, isso representa 17,6 centavos por litro de diesel e 19,2 centavos por litro de gasolina.

Fonte: Contas-Poupança


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