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Volta: mais burocracia para garrafas de plástico

Pessoa retirando garrafa de água de máquina de venda automática com sacola cheia de moedas no chão.

Boas intenções e medidas ruins

Medidas mal pensadas quase sempre aparecem embaladas como se fossem movidas pelas melhores intenções. E, quanto mais problemáticas, mais grandiosas soam nas promessas. O Volta entra exatamente nessa categoria.

Como o Volta cobra por garrafas de plástico

Na prática, vamos desembolsar mais dez centavos por garrafas de plástico. Para conseguir esse valor de volta, é preciso guardar as embalagens, sem amassar e com tampa, e então levá-las para depositar em máquinas instaladas em alguns supermercados.

Máquinas, filas e um cupom de papel

Mesmo assim, o reembolso não é simples: só funciona se não houver fila, se o equipamento estiver operando e se ele de fato aceitar as garrafas. Aí, em troca, sai um cupom (em papel!) que precisa ser entregue no caixa para virar crédito.

O peso extra para cafés e pequenos pontos de venda

Para cafés, a situação tende a ser ainda mais complicada, já que os distribuidores não fazem a coleta dessas garrafas.

Enquanto isso, já existia uma boa rede de ecopontos e de coleta seletiva. Agora, a proposta é colocar mais burocracia no caminho e gastar recursos à toa. Eu garanto: a reciclagem não vai aumentar. O que vai acontecer é arrancarem alguns milhões de reais da população para bancar um sistema inútil e criar alguns empregos desnecessários.

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