Pular para o conteúdo

Mazda MX-5 pode ser o último a combustão; Skyactiv-Z 2,5L só em 2028

Carro esportivo vermelho Mazda MX5 SKY-Z exibido em sala de exposição moderna com piso branco brilhante.

Desde a estreia em 1989, o Mazda MX-5 sempre seguiu a mesma fórmula: um roadster pequeno, leve, com tração traseira e motores a gasolina aspirados (sem turbo). Só que, passadas mais de três décadas, essa tradição dá sinais de que pode estar chegando perto do fim.

A eletrificação é um caminho praticamente inevitável para o futuro do MX-5 - a dúvida é em que momento isso vai acontecer. Pelo que se sabe até agora, não deve ser já na próxima geração, que está em desenvolvimento e tende a continuar apostando na combustão.

Ainda assim, essa próxima fase pode ser a última a manter o conjunto “clássico”. Quem levantou essa possibilidade foi Vinesh Bhindi, diretor-geral da Mazda Austrália, em conversa com a Car Expert, ao contar que um representante da marca teria deixado escapar esse cenário durante uma visita ao país.

Eletrificação no Mazda MX-5 sem perder leveza

Isso, porém, não quer dizer que o próximo MX-5 vá ignorar completamente a eletrificação. Pelo contrário: para atender normas de emissões cada vez mais rígidas, o caminho mais provável é a adoção de um sistema híbrido leve (mild-hybrid). A ideia é baixar consumo e emissões sem mexer em um dos pontos mais valorizados do roadster japonês: o peso contido.

Motor problemático no Brasil

Mesmo faltando algum tempo para a estreia, a Mazda já vem adiantando alguns detalhes do futuro MX-5. Ao contrário do que muitos fabricantes têm feito, o pequeno roadster deve continuar fiel a uma mecânica aspirada.

A diferença é que, no lugar do atual 1,5 litro - e lembrando que o 2,0 litros foi descontinuado na maior parte dos mercados europeus por causa das regras de emissões -, a marca confirmou a chegada de um motor consideravelmente maior.

Batizado de Skyactiv-Z, trata-se de um quatro-cilindros 2,5 litros - o maior já instalado em um Mazda MX-5 - novamente combinado com câmbio manual de seis marchas e tração traseira.

Apesar do aumento de cilindrada, a meta é ousada: manter o peso total do conjunto abaixo de 1 tonelada. É um objetivo especialmente difícil num período em que os carros recebem cada vez mais itens e sistemas de segurança.

E por que isso pode ser um problema no Brasil? Vale lembrar que a tributação automotiva costuma penalizar motores de maior cilindrada. Assim, mesmo que o futuro MX-5 consiga se manter bem posicionado em outros mercados, por aqui um 2,5 litros tende a encarecer o modelo e empurrá-lo ainda mais para um nicho.

Só depois de 2027

A quinta geração do roadster japonês não deve aparecer antes de 2028. O motivo é que o novo Skyactiv-Z só chega ao mercado no fim de 2027, estreando na próxima geração do CX-5. Apenas depois disso é que o motor deve passar a equipar o MX-5.

Se o modelo repetir um ciclo de vida parecido com o das gerações NC e ND, o próximo MX-5 pode continuar em produção durante boa parte da próxima década.

Europa e as metas de CO₂ a partir de 2035

Mesmo com esse horizonte, o futuro do modelo na Europa ainda carrega incertezas. A partir de 2035, as fabricantes terão de reduzir de forma significativa as emissões médias de dióxido de carbono (CO₂) da linha inteira - um desafio particularmente duro para uma marca como a Mazda, que ainda tem uma oferta eletrificada relativamente limitada.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário