Com estreia prevista para o ano que vem, o novo Opel Astra - já antecipado em uma série de teasers oficiais - entra agora na reta final dos testes de desenvolvimento, depois de uma verdadeira maratona que o levou das estradas congeladas da Lapônia até o centro de provas de Dudenhofen, na Alemanha.
A “vida” da 11ª geração do Astra começou, como era de se esperar, no CAD (desenho assistido por computador). Na sequência, vieram a montagem dos primeiros protótipos e o início de um programa de testes rigoroso, pensado para submetê-los a desafios dos mais variados.
Um dos ensaios mais pesados aconteceu no último inverno, quando o Opel Astra “viajou” até a Lapônia - destino tradicional para engenheiros de diversas montadoras.
Com temperaturas negativas na casa de -30ºC, os especialistas em desenvolvimento de chassi rodaram inúmeros quilômetros para refinar a atuação dos sistemas eletrônicos de controle de estabilidade, tração e frenagem em pisos de baixa aderência, como gelo e neve.
Como esta nova geração será a primeira do compacto alemão a se eletrificar, o comportamento das baterias de íons de lítio das versões híbridas plug-in também entrou no pacote de avaliações. A equipe da marca de Rüsselsheim tratou de checar se o desempenho das células mantém os padrões exigidos mesmo sob frio extremo.
Dudenhofen: uma “câmara de tortura”
O centro de testes de Dudenhofen, na Alemanha, também foi um ponto crucial para a nova geração do Astra - sobretudo no desenvolvimento dos sistemas de assistência à condução. Foi lá que os engenheiros da Opel ajustaram recursos como o controle de cruzeiro adaptativo, a frenagem autônoma de emergência, o alerta de colisão frontal e o alerta de ponto cego.
Além de avaliações em retas longas, nas quais o novo Astra foi levado a velocidades elevadas - afinal, é preciso estar pronto para a Autobahn -, o compacto alemão ainda enfrentou testes na água, sempre com lâminas superiores a 25 cm.
Testes de validação em “casa”
À medida que o desenvolvimento se aproxima do fim, a equipe de engenheiros e técnicos da Opel passa a ter acompanhamento mais próximo da diretoria, incluindo o próprio CEO da Opel, Michael Lohscheller.
Nessa etapa, ainda vestindo uma camuflagem pesada, o Astra rodou por estradas públicas da região Reno-Meno, perto da cidade natal da Opel e da fábrica onde será produzido, em Rüsselsheim. É ali, em “casa”, que o Astra precisa conquistar a aprovação final.
O que esperar?
Construído sobre uma evolução da plataforma EMP2 - a mesma do novo Peugeot 308 -, a nova geração do Astra será oferecida em duas carrocerias: hatchback de cinco portas e perua, na variante Sports Tourer.
Em relação às motorizações, é certo que o Astra terá opções eletrificadas; ainda assim, não está confirmado se haverá apenas uma versão híbrida plug-in ou mais de uma.
Mesmo assim, rumores mais recentes indicam que pode estar sendo preparada uma configuração com 300 cv de potência combinada, tração integral e, talvez, com a sigla GSi, assumindo o papel de opção mais esportiva da linha.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário