O Exército dos EUA e o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA colocaram recentemente à prova, nas Filipinas, as capacidades antinavio e de defesa costeira dos sistemas M142 HIMARS e NMESIS. A movimentação de meios aéreos, navais e terrestres ocorreu no âmbito do exercício Balikatan 2026, treinamento combinado anual conduzido por Filipinas e Estados Unidos. Nesta edição, também participaram Japão, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e França.

M142 HIMARS deslocado nas Filipinas para o Balikatan 2026. Foto: US Army – Staff Sgt. Brandon Rickert
Balikatan 2026 e os testes com o M142 HIMARS
Entre as etapas mais relevantes do Balikatan 2026 esteve a atividade voltada ao treinamento de defesa contra desembarques anfíbios no norte de Luzon. Com a presença de fuzileiros navais dos EUA e das Filipinas, além de militares australianos, o Exército dos EUA empregou seus sistemas M142 HIMARS em ações contra unidades navais simuladas.
Nesse cenário, o sistema de artilharia de foguetes foi utilizado para conter, a diferentes distâncias, uma força inimiga de desembarque, "...desde aproximações em águas profundas até litorais rasos, em defesa da ilha...".
Depois do disparo de foguetes de instrução a partir dos HIMARS, o tenente-coronel Alexander Mullin, comandante do 5.º Batalhão do 3.º Regimento de Artilharia do Exército dos EUA, destacou as capacidades apresentadas e exercitadas durante o Balikatan 2026, conforme registrado no material publicado: "...Hoje demonstramos o poder absoluto que o componente terrestre acrescenta ao combate no Pacífico... Foram obtidos grandes avanços na interoperabilidade entre as forças das nações; a comunicação e a coordenação de múltiplos fogos ficaram plenamente demonstradas durante o exercício... demonstramos o conceito de camada de contato entre domínios, que representa nossa capacidade de prover uma força de cobertura no Pacífico e alcançar efeitos decisivos...".
Defesa contra desembarque anfíbio no norte de Luzon
De acordo com o que foi informado pelo Exército dos EUA, durante o treinamento de defesa frente a um desembarque anfíbio, os M142 HIMARS (HIgh Mobility Artillery Rocket System) evidenciaram sua flexibilidade e facilidade de desdobramento ao se deslocarem de uma posição protegida até a praia. A partir dali, executaram uma missão de fogo na qual foram lançados quatro foguetes de prática de alcance reduzido.

HIMARS do Exército dos EUA em operação nas Filipinas durante o Balikatan 2026. Foto: US Army – Staff Sgt. Brandon Rickert
A presença dos M142 HIMARS no Balikatan 2026 exigiu atenção considerável do efetivo norte-americano, não apenas pela necessidade de considerar a infraestrutura local, mas também pelas condições enfrentadas em diferentes ambientes geográficos - como áreas montanhosas, selva e litoral.
Capacidade antinavio do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA
No Balikatan 2026, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA desdobrou seu Sistema Expedicionário de Interdição de Navios da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais (NMSIS), operado pelo 3º Regimento Litoral de Fuzileiros Navais. Como reforço às operações multidomínio planejadas pela força para o ambiente do Indo-Pacífico, os Marines também levaram às Filipinas o seu Sistema Integrado de Defesa Aérea dos Fuzileiros Navais (MADIS).
Para a 41ª edição do Balikatan, os Marines se prepararam para conduzir exercícios simulados de negação de acesso marítimo com os sistemas NMESIS, atividades integradas de defesa aérea e antimísseis com o MADIS, além de operações de segurança marítima em áreas-chave e ações defensivas contra desembarques - estas últimas em conjunto com os sistemas HIMARS do Exército.

Lançador NMESIS do Corpo de Fuzileiros Navais em operação nas Filipinas. Foto: USMC – Cpl. Ernesto Lagunes
Como o NMESIS é composto
O NMESIS dos Marines reúne um lançador duplo para mísseis antinavio Kongsberg Naval Strike Missile (NSM), uma plataforma 4×4 operada remotamente e baseada no veículo tático OshKosh JLTV (ROGUE), além de um avançado conjunto de C2 e sensores, que permite integração com outros meios e a localização de alvos navais.
Assim como o HIMARS do Exército, o NMESIS tem como objetivo consolidar uma capacidade de fogos de precisão de longo alcance com alta mobilidade e flexibilidade. Os Marines incorporaram essa solução como parte de sua estratégia de desdobramento e combate no Indo-Pacífico, onde as grandes distâncias e a ameaça naval chinesa elevam a necessidade de novas capacidades.
Imagem de capa: US Army – Staff Sgt. Brandon Rickert
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