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Carlos Tavares deixa a Stellantis antes do fim do mandato

Homem de terno andando com maleta em estacionamento diante de prédio com vidro refletindo carros.

Para Carlos Tavares, 2026 parece ter chegado antes do previsto. Aquilo que, segundo ele, “não era para agora” acabou de acontecer: o executivo que conduziu a PSA e a FCA até a formação da Stellantis pediu demissão do comando do grupo, sem esperar o término do mandato - apesar do que havia sinalizado recentemente.

Saída imediata do CEO na Stellantis

O conselho de administração da Stellantis, presidido por John Elkann, confirmou que aceitou a renúncia de Carlos Tavares ao cargo de diretor-executivo, com efeito imediato.

O peso da Stellantis no setor automotivo

A decisão coloca no centro das atenções o futuro de um dos maiores conglomerados automotivos do mundo. A Stellantis reúne 14 marcas no portfólio, incluindo Peugeot, FIAT, Citroën, Jeep, Opel, Alfa Romeo e Maserati. Relembre aqui a última entrevista de Carlos Tavares como CEO da Stellantis à Razão Automóvel:

Quem será o próximo Carlos Tavares na Stellantis

Segundo o comunicado oficial, o processo para escolher um novo CEO permanente já está em curso e deve ser concluído no primeiro semestre de 2025.

Até lá, a empresa vai instituir uma nova comissão executiva interina. A liderança ficará com John Elkann, atual presidente da Stellantis e da Ferrari, além de diretor-executivo da EXOR (maior acionista da Stellantis), com a missão de garantir a condução do dia a dia do grupo.

Agradecemos ao Carlos pelos anos de dedicação e pelo papel crucial na criação da Stellantis(…). Com a nova Comissão Executiva Interina, asseguraremos a implementação contínua da estratégia da Stellantis, salvaguardando os interesses de longo prazo da empresa.

John Elkann, CEO interino da Stellantis

Os motivos para a renúncia

Henri de Castries, diretor independente da Stellantis, detalhou em nota a razão apresentada para a saída de Carlos Tavares: “O sucesso da Stellantis desde a sua criação baseou-se numa perfeita sintonia entre os acionistas de referência, o Conselho e o CEO (Carlos Tavares). Contudo, nas últimas semanas, surgiram divergências que levaram à decisão de hoje.”

Nos bastidores, há quem aponte como estopim um desempenho mais fraco do grupo nos Estados Unidos, com quedas relevantes em vendas e receitas. Ainda assim, o conselho de administração da Stellantis afastou essa leitura no mesmo comunicado, assegurando “que os resultados para o ano fiscal se mantêm alinhados com as expectativas previamente divulgadas”.

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