Depois de meses de suspense, a Mitsubishi volta a dar mais pistas sobre a nova geração do ASX, o seu SUV compacto. A marca já tinha mostrado um primeiro teaser no início do ano e apontado a chegada ao mercado para a primavera de 2023.
Agora, o “véu” levanta um pouco mais: além de confirmar que o ASX vai apostar forte em motorizações eletrificadas, a Mitsubishi também define a data da apresentação oficial do modelo - 22 de setembro de 2022.
Quanto às motorizações, confirma-se o que a marca já tinha dito antes: o novo Mitsubishi ASX vai apostar forte nas motorizações eletrificadas, integrando uma motorização híbrida e outra híbrida plug-in.
Potenciar sinergias
Apesar da origem japonesa, o novo ASX terá um ADN bem mais europeu do que japonês, fruto do reforço das sinergias dentro da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.
Desta forma, o novo B-SUV será fabricado na Europa, mais concretamente na unidade da Renault em Valladolid (Espanha), lado a lado com o Renault Captur. Com ele, partilhará a plataforma CMF-B e também grande parte das motorizações, o que ajuda a explicar a familiaridade das opções anunciadas.
Ainda que usem nomes diferentes, estas motorizações são comuns ao “irmão” francês e a outros modelos da Aliança.
Como opção de entrada, quando chegar em 2023, o Mitsubishi ASX contará com um três cilindros turbo de 1,0 l, o 1.0 L MPI-T, com 91 cv e emissões de CO2 entre 132 g/km e 136 g/km. Este motor estará associado a uma caixa manual de seis velocidades.
Um patamar acima surge o conhecido quatro cilindros turbo 1,3 l, o 1.3 L DI-T, disponível em duas variantes. A primeira terá 140 cv (emissões entre 130-134 g/km) e virá com caixa manual de seis velocidades; a segunda entregará 158 cv (emissões entre 131-137 g/km) e será oferecida apenas com caixa automática de sete velocidades (7DCT, de dupla embraiagem).
Híbridos a dobrar
Mas a grande aposta da Mitsubishi para o novo ASX estará nas motorizações híbridas. O SUV compacto será o primeiro modelo da marca na Europa a contar com uma motorização híbrida convencional (HEV), ou seja, sem necessidade de ligar à tomada para recarregar a bateria.
É a mesma solução usada no Renault Clio, opção que já testámos, combinando um motor 1,6 l atmosférico com dois motores elétricos alimentados por uma bateria de 1,3 kWh. A potência máxima combinada será de 145 cv, com emissões de CO2 mais baixas, entre 107 g/km e 113 g/km.
A outra opção híbrida do ASX será plug-in (PHEV), permitindo recarregar a bateria externamente através de um cabo de carregamento. Tal como no HEV, mantém o 1,6 l a combustão e dois motores elétricos, mas aqui a bateria cresce para 10,5 kWh e a potência máxima combinada sobe para 160 cv - valores muito próximos dos do Captur E-Tech híbrido plug-in, que também já testámos.
A Mitsubishi não divulgou números de autonomia, mas, considerando as emissões anunciadas de CO2 de 30-31 g/km e o facto de a bateria ser ligeiramente maior do que a usada no Captur (9,8 kWh), é possível extrapolar que a autonomia ultrapasse os 50 km oficiais do “irmão” francês.
Como já acontece em muitos outros modelos, não haverá opções Diesel disponíveis, e também não está prevista uma versão 100% elétrica do novo Mitsubishi ASX.
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