Pular para o conteúdo

Agosto, mês do desgosto: origem e por que a crença persiste

Pessoa colando um post-it escrito "mês do desgosto" em calendário de agosto 2023 próximo a janela.

“Agosto, mês do desgosto.” A frase atravessa gerações e figura entre os ditados mais repetidos no Brasil. Para muita gente, o oitavo mês do ano ainda carrega uma fama ruim: seria um período ligado a azar, perdas e situações difíceis.

A ideia de que agosto traz má sorte aparece em diferentes tradições culturais. Em partes da Europa, por exemplo, o mês costuma coincidir com ondas de calor intensas, episódios de epidemias e desafios para as colheitas - circunstâncias que, historicamente, fizeram o período ser associado a tempos duros.

No Brasil, essa superstição acabou ganhando ainda mais força por conta de acontecimentos históricos de grande impacto. Crises políticas, mortes de figuras relevantes e trocas de governo registradas em vários meses de agosto ajudaram, com o passar do tempo, a fixar a percepção de que o mês seria “carregado”.

O ditado influenciou até casamentos

Por muitos anos, era frequente evitar casamentos em agosto. Em várias famílias, existia o receio de que oficializar a união nesse intervalo pudesse trazer infelicidade ao casal ou até problemas financeiros. Apesar de essa prática ter perdido espaço nas últimas décadas, ainda há quem prefira escolher outras datas por conta do medo ligado à superstição.

Existe alguma explicação espiritual?

Em algumas correntes espiritualistas, não há uma concordância de que agosto seja, por si só, um mês negativo. Muitos estudiosos argumentam que os meses do calendário não carregam uma energia fixa de sorte ou azar.

O que pode ocorrer, porém, é a coincidência de certos ciclos astrológicos, lunares ou energéticos com esse período, favorecendo fases de encerramento, mudanças, transformações ou revisões. Como essas passagens costumam exigir esforço e adaptação, elas acabam sendo vistas como algo ruim - quando, na realidade, fazem parte do curso natural da vida.

A astrologia confirma essa crença?

A astrologia não trata agosto como um mês naturalmente desfavorável. A atmosfera do período depende dos trânsitos planetários de cada ano, e não do nome do mês em si.

Além disso, agosto normalmente é marcado pela passagem do Sol por Leão e, depois, por Virgem. Leão tende a estimular autoestima, criatividade e coragem; já Virgem favorece organização, planejamento e aperfeiçoamento. Conforme os aspectos astrológicos do momento, o mês pode, inclusive, ser muito propício ao crescimento pessoal e profissional.

O poder das crenças

As crenças influenciam fortemente a maneira como interpretamos o que acontece. Quando alguém acredita profundamente que um certo período será ruim, é comum prestar mais atenção aos problemas do que às oportunidades - e, assim, reforçar a própria percepção.

Em contrapartida, uma postura mais consciente ajuda a enxergar dificuldades como chances de aprendizado e transformação, sem colocar no calendário a culpa pelos acontecimentos.

Agosto pode ser um mês de renovação

Em vez de tratar agosto como sinónimo de desgosto, muitas pessoas escolhem encará-lo como um momento de reorganização, de fortalecimento emocional e de preparação para a reta final do ano. Pode ser uma ótima fase para rever metas, deixar hábitos que já não fazem sentido e abrir espaço para projetos novos.

No fim, a energia de cada mês não se constrói apenas a partir do que acontece fora, mas também das escolhas, das atitudes e do modo como cada pessoa decide seguir o próprio caminho.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário