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CPS e o papel do USS Zumwalt (DDG-1000) em 2027
A Marinha dos EUA (US Navy) confirmou que o contratorpedeiro USS Zumwalt (DDG-1000) fará, em 2027, o seu primeiro teste de tiro em alto-mar. A avaliação utilizará o novo sistema de armas Ataque Convencional Rápido (CPS). O anúncio reforça a conversão dessa classe para se tornar a primeira linha de navios de superfície com mísseis hipersônicos. A confirmação aparece no novo Plano de Construção Naval da força naval norte-americana, que também registra que as três unidades da classe passarão por modificações para empregar essa capacidade.
Conforme o documento, o USS Zumwalt e os demais navios da classe terão como missão principal o Ataque de Superfície Ofensivo. Para isso, a força prevê mudanças estruturais voltadas à instalação do sistema e à garantia do Ataque Hipersônico de Longo Alcance. A Marinha indica ainda que esse esforço servirá como referência para levar o armamento a submarinos no futuro. Em paralelo, a liderança naval pretende empregar essas armas nos próximos grandes combatentes de superfície. A soma do desenho furtivo do navio com os novos vetores, segundo o texto, abre “novas opções estratégicas” para comandantes em teatro.
A modernização da classe de contratorpedeiros
O planejamento atual também encerra as incertezas que restavam sobre o rumo das três embarcações desse programa. As três unidades estão passando, ao mesmo tempo, por um processo de modernização tecnológica para receber o armamento avançado. Além do navio líder, as equipes trabalham na atualização do USS Michael Monsoor (DDG-1001) e do USS Lyndon B. Johnson (DDG-1002). As lições aprendidas no primeiro navio estão sendo aplicadas de forma direta para acelerar as etapas seguintes. Com isso, fica consolidado o futuro operacional de uma classe que, originalmente, foi concebida para o apoio de fogo naval tradicional.
Testes de mar e trabalhos em Pascagoula
Recentemente, o navio líder completou uma fase considerada crucial dentro do cronograma de conversão estrutural definido pela Marinha. Em janeiro, a HII Ingalls Shipbuilding informou que o contratorpedeiro concluiu seus testes de mar oficiais. Essa etapa ocorreu após um período extenso de intervenções no estaleiro de Pascagoula, no estado do Mississippi. A embarcação permaneceu na instalação desde agosto de 2023 para receber os trabalhos previstos. Para executar as alterações estruturais profundas necessárias, os técnicos levaram a plataforma para terra firme.
Na sequência, os ensaios serviram para checar o desempenho dos sistemas de propulsão e de geração elétrica que foram modificados. A tripulação também avaliou os meios de navegação e os sistemas de controle que sofreram impacto com a reforma. Essa transformação exigiu a retirada definitiva do conceito original de artilharia do navio. Os dois sistemas de artilharia avançada (AGS) deixaram de ter utilidade operacional por causa do custo elevado das munições guiadas. O valor financeiro acabou impedindo a aquisição dos projéteis em volume suficiente para compor estoques militares.
Os novos módulos de lançamento e desafios do programa
No lugar da artilharia anterior, a Marinha instalou módulos de lançamento verticais maiores, dimensionados para os mísseis. O conjunto emprega um motor foguete impulsor em combinação com um veículo planador hipersônico de alta tecnologia. Esse armamento ultrapassa a velocidade de Mach 5 e pode atingir alvos de alto valor situados a grandes distâncias em escala continental. Ainda assim, nas etapas mais recentes de transição do navio, o programa enfrentou questões operacionais ligadas à segurança.
Incêndio a bordo e efeito no cronograma
Em abril, foi registrado um incêndio a bordo, que deixou três marinheiros feridos. O episódio ocorreu durante a fase em que a unidade era adaptada para sua nova função de combate. As autoridades informaram que o acidente não afetou o cronograma principal de desenvolvimento do projeto. Mesmo assim, o caso reacendeu a atenção sobre uma classe historicamente associada a aumento de custos e redução do número de unidades. A previsão do disparo de teste em 2027 ajuda a organizar o próximo marco relevante do programa.
Características do Zumwalt e validação da capacidade hipersônica
Com deslocamento acima de 15.000 toneladas, o navio reúne arquitetura furtiva e uma planta elétrica totalmente integrada. O desenho busca reduzir a assinatura de radar e funciona como ponte tecnológica para futuros navios de superfície. Se a prova de fogo prevista para 2027 for bem-sucedida, a embarcação confirmará, em alto-mar, a capacidade hipersônica.
Imagens para fins ilustrativos.
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