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HMS Dragon (D35) segue ao Oriente Médio para missão no Estreito de Ormuz

Dois marinheiros operam equipamento de navegação em um barco próximo a dois navios de guerra no mar.

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Deslocamento do HMS Dragon para o Oriente Médio

O destróier HMS Dragon (D35), da Real Marinha britânica, está a caminho do Oriente Médio para ficar pré-posicionado diante de uma eventual missão multinacional voltada a proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz - uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta e que tem concentrado as atenções nas últimas semanas. Até agora, as comunicações oficiais do Reino Unido não confirmam que o navio já tenha entrado no Golfo; o que se indica é que a unidade da classe Tipo 45 segue em trânsito do Mediterrâneo Oriental para a região, dentro de um planejamento preventivo conduzido por Reino Unido e França para atuar quando houver condições de segurança sustentável.

Passagem pelo Mediterrâneo Oriental e missão ligada a Chipre

Esse movimento do HMS Dragon acontece após a sua operação no Mediterrâneo Oriental, para onde havia sido destacado a fim de contribuir com a defesa de Chipre e com a proteção dos interesses britânicos na área. O navio deixou Portsmouth em março, depois de uma preparação acelerada, e chegou ao Mediterrâneo Oriental em 24 de março, passando a integrar a estrutura defensiva britânica e aliada em torno da ilha. Naquele mês, o comandante da embarcação, Ian Giffin, declarou que a tripulação manteve um estado contínuo de prontidão em um ambiente de alta ameaça, preparada para responder a qualquer risco contra Chipre.

Testes de armas e sensores em instalação da OTAN perto de Creta

Antes de iniciar o novo deslocamento para o Oriente Médio, o destróier concluiu ensaios de armas e sensores em uma instalação da OTAN ao largo de Creta, incluindo exercícios com tiro real em cenários de ameaça considerados realistas. Essa fase foi decisiva para confirmar o nível de prontidão do navio antes de uma missão relacionada à segurança de uma rota crítica como Ormuz.

O HMS Dragon, da classe Tipo 45 Daring, é voltado à defesa aérea de área e emprega o sistema Sea Viper, que reúne o radar multifunção SAMPSON, o radar de longo alcance S1850M e mísseis da família Aster, projetados para enfrentar ameaças aéreas, mísseis e drones.

Capacidades embarcadas e o perfil de ameaças no Estreito de Ormuz

A Real Marinha britânica também ressaltou que o destróier poderá operar helicópteros Wildcat HMA2 do Esquadrão Aeronaval, armados com mísseis Martlet - um conjunto pensado para lidar com ameaças de menor porte, incluindo drones, lanchas rápidas e alvos de superfície. Esse ponto é relevante porque uma eventual missão em Ormuz não estaria limitada à defesa antiaérea tradicional, mas também à proteção de navios mercantes contra ameaças híbridas, minas, drones e ataques de saturação.

Londres afirmou que a presença avançada do HMS Dragon pode ajudar a recuperar a confiança das empresas de navegação, apoiar atividades de varredura e remoção de minas e proteger embarcações quando as hostilidades cessarem.

Importância do Estreito de Ormuz e coordenação Reino Unido–França

Por fim, vale lembrar que o Estreito de Ormuz segue como um nó central do comércio global de energia, já que por ali passa cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo. Segundo o Ministério da Defesa britânico, a via permanece, na prática, fechada ou severamente afetada, pressionando preços de energia, cadeias de suprimento e custos para famílias e empresas.

Nesse contexto, conforme noticiado pelo Cenário Mundial, Reino Unido e França convocaram mais de 40 países para debater uma futura coalizão defensiva, com um quartel-general conjunto franco-britânico na região responsável por coordenar as operações quando as condições permitirem. A saída do HMS Dragon do Mediterrâneo Oriental rumo ao Oriente Médio representa, nesse sentido, um passo concreto para fornecer a essa estrutura multinacional uma plataforma antiaérea de alta capacidade já posicionada perto do teatro de operações.

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