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Este cupê é a resposta da BMW à Mercedes-Maybach

Carro esportivo BMW verde metálico em exibição em ambiente interno sofisticado com móveis modernos ao fundo.

Por muitos anos, a Alpina foi, na prática, o “segredo” mais bem guardado do universo BMW. Era a escolha ideal para quem considerava um BMW M chamativo demais - e, ao mesmo tempo, ainda distante da aristocracia sobre rodas representada por um Rolls-Royce ou um Bentley.

Com a compra da Alpina pela BMW no começo do ano, finalmente ficou claro qual será o próximo passo: transformar a Alpina em uma submarca voltada a luxo em alta velocidade, posicionada entre a BMW e a Rolls-Royce. É justamente nessa faixa de mercado que a Mercedes-Maybach tem dominado quase sem concorrência.

BMW Vision Alpina, traseira em três quartos

Crédito: © BMW

O grande cupê de luxo apresentado agora não antecipa, de forma direta, um carro de produção. Em vez disso, funciona como um manifesto do que a nova Alpina - já sob controle total da BMW - pretende ser no futuro.

BMW Vision Alpina e a nova posição da Alpina no grupo

Essa mudança de posicionamento deixa evidente que a proposta da Alpina passará a ser a de uma alternativa ainda mais refinada do que a BMW, mas sem chegar ao patamar (e à linguagem) de uma Rolls-Royce. É um reposicionamento que mira diretamente o espaço ocupado pela Mercedes-Maybach.

Um gran turismo com motor V8

O Vision Alpina é um cupê grande, com quatro lugares, 5,2 m de comprimento e proporções clássicas de gran turismo - além de um motor V8 acomodado sob o longo capô dianteiro.

A BMW não divulgou potência nem dados técnicos detalhados. Ainda assim, o simples fato de apostar em um V8 em um conceito apresentado em 2026 já transmite um recado: a Alpina não pretende abrir mão dos motores a combustão. Pelo menos neste começo, eles serão o centro das atenções. Isso não significa, porém, que a marca esteja descartando elétricos.

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A grade dupla pode ficar aberta ou fechada, sem alterar de forma radical o estilo conforme o tipo de motorização

Crédito: © BMW

Perfil clássico, com detalhes inspirados no passado, como o “nariz de tubarão”

Crédito: © BMW

Se ainda restasse alguma dúvida sobre o que há sob o capô, as quatro enormes saídas de escape tratam de eliminá-la

Crédito: © BMW

No visual, o conceito resgata vários traços históricos da Alpina. A frente com “nariz de tubarão” bebe da fonte dos Alpina dos anos 1970 - uma referência direta ao B7 Turbo Coupé de 1978, derivado do Série 6 (E24). Já as tradicionais rodas multirraios e as linhas discretas da carroceria parecem ter sido desenhadas para se afastar da agressividade visual típica dos BMW M.

É justamente aí que deve aparecer a fronteira entre as duas submarcas. Enquanto a divisão M seguirá voltada a desempenho e dinâmica esportiva, a nova Alpina quer priorizar velocidade, conforto e exclusividade. Adrian van Hooydonk, diretor de design do BMW Group, resumiu a proposta de forma direta: a Alpina será sobre “velocidade e não esportividade”.

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Interior do Vision Alpina: menos telas, mais materiais

Por dentro, o Vision Alpina também adota um rumo um pouco diferente do que a BMW vem mostrando em seus modelos mais recentes.

Em vez de exagerar no espetáculo tecnológico, o foco recai sobre materiais, acabamento, atenção aos detalhes e clima a bordo. A BMW cita inspirações no universo de iates de luxo e da alta-relojoaria, incluindo peças em cristal, copos dedicados aos passageiros traseiros e uma atmosfera claramente pensada para viagens longas.

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No interior, os elementos do Série 7 são facilmente identificáveis, mas o clima reforça o luxo a bordo

Crédito: © BMW

Interior do BMW Vision Alpina

Crédito: © BMW

Primeiro Alpina chega em 2027

A estratégia da BMW para a Alpina já começa a se desenhar com mais clareza. Os primeiros modelos de produção devem estrear em 2027, baseados no BMW Série 7 e no BMW X7. A proposta é entregar versões mais exclusivas, com maior possibilidade de personalização e mais confortáveis do que as oferecidas pela BMW - exatamente o tipo de abordagem que vemos na Mercedes-Maybach, que deve ser a principal rival.

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Não espere grandes volumes de produção. Oliver Viellechner, o novo diretor-executivo da Alpina, fala em algo perto de 2500 unidades por ano, em linha com o que a marca vinha registrando nos últimos anos.

Dito isso, a pergunta fica com você: este BMW Vision Alpina deveria virar realidade?

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Autor

Fernando Gomes

Ele entrou no universo dos automóveis por meio do design e, hoje, traduz a paixão por carros na escrita.

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fernando-gomes-b275057/

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