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Renault aposta na China: eletromotores franceses ganham “coração” de Xangai

Carro elétrico branco Renault E-TECH recarregando em ambiente moderno com vista da Torre Eiffel.

5 de fevereiro de 2026, 13:48

Fonte da imagem: renaultgroup.com

Renault vai usar componentes chineses nos novos eletromotores

Parceria da Renault com a Shanghai e-drive

A Renault confirmou oficialmente que, no desenvolvimento da nova geração de eletromotores E7A, vai adotar componentes da empresa chinesa Shanghai e-drive. A marca afirma que trabalhar com esse fornecedor da China ajuda a reduzir custos e, ao mesmo tempo, manter a rentabilidade no mercado europeu.

Produção em Cléon (França) e capacidade prevista

Apesar do fornecimento de peças chinesas, a montagem dos motores está programada para acontecer na fábrica francesa de Cléon. A linha de montagem deve começar a operar no início de 2027. Segundo o sindicato CGT, a capacidade industrial prevista chega a até 120 mil motores por ano.

Eletromotor E7A: aplicações e cronograma

Os eletromotores E7A foram pensados para carros elétricos compactos. Esses modelos devem chegar ao mercado a partir de 2028 e entram no grupo de novos carros de 2026 considerando o ciclo de preparação das linhas de produto.

Experiência anterior, mudança de fornecedores e especificações técnicas

A Shanghai e-drive já fornece eletromotores para o Renault Twingo E-Tech Electric. De acordo com a empresa, a participação do parceiro chinês permitiu reduzir o prazo de desenvolvimento do modelo para menos de dois anos. Antes disso, a Renault havia desistido do projeto conjunto com a Valeo para criar um novo eletromotor e passou a buscar um fornecedor alternativo de estator.

Também se sabe que o E7A dará suporte a uma arquitetura de 800 volts, entregará potência de até 200 kW e dispensará o uso de materiais de terras raras. Para o novo motor, os módulos inversores em carbeto de silício serão fornecidos pela STMicroelectronics.

A Renault reforça que a produção continuará na França, mas admite que a escolha por componentes chineses reflete o aumento da pressão por preço e a necessidade de uma abordagem mais flexível na estratégia de localização.

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