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Após contabilizar perto de vinte perdas ao longo dos ataques contra o Irã - o que reduziria a frota atual para cerca de 135 unidades - a Força Aérea dos EUA está trabalhando para repor rapidamente os drones MQ-9A Reaper derrubados. A informação veio à tona durante uma apresentação recente de autoridades da instituição ao Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, ocasião em que foram expostas tanto as preocupações com o número de exemplares destruídos quanto as linhas de ação previstas para enfrentar o problema no curto prazo.
Perdas de MQ-9A Reaper e plano de recompra no curto prazo
Entre os oficiais que trataram do tema, o tenente-general David Tabor - que atua como subchefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA para planos e programas - declarou: “Estamos preocupados com a forma como os efetivos vêm diminuindo. Estamos estudando opções para recomprar tantos MQ-9A quanto nos for possível neste momento, então estamos fazendo um esforço de curto prazo para recomprar exemplares imediatamente, neste ano fiscal.”
Em uma fala posterior, ele acrescentou que ainda está em discussão no Pentágono como essa recomposição seria realizada, sobretudo porque o modelo deixou de ser produzido pela General Atomics desde o ano passado.
MQ-9B SkyGuardian como possível sucessor do MQ-9A
Sem uma confirmação oficial sobre qual caminho será adotado, analistas nos EUA já apontaram o MQ-9B SkyGuardian como um provável substituto, já que é um projeto do mesmo fabricante e ainda conta com uma linha de produção ativa. Nesse sentido, um porta-voz da General Atomics informou à imprensa especializada que a empresa já apresentou propostas baseadas nesse tipo de sistema não tripulado, com diferentes opções modulares e faixas de preço, ressaltando também que se trata de um ativo com possibilidade de entrega em um horizonte próximo.
A companhia também lembrou que o MQ-9B SkyGuardian é maior do que o MQ-9A Reaper, o que afeta diretamente a capacidade de carga, elevando-a em até 28%. Em termos práticos, cada plataforma pode levar cerca de 363 quilogramas internamente e aproximadamente 1814 quilogramas externamente. No alcance, a diferença também é significativa e chega quase a quadruplicar no caso do SkyGuardian: 9678 quilômetros, contra 2254 quilômetros da variante anterior. Quanto aos custos, a depender das capacidades que venham a ser incorporadas às aeronaves, a estimativa é de desembolso em torno de 30 milhões de dólares por unidade.
Próximos passos: novo desenho e integração de armamentos
O planejamento da Força Aérea dos EUA não se limita à reposição imediata. Para o médio e longo prazo, a instituição também avalia um novo projeto que assuma o papel da família MQ-9, iniciativa que ainda está em fases iniciais de análise. De acordo com declarações recentes do tenente-general Luke Cropsey, a Força Aérea dos EUA já teria recebido mais de 50 propostas após a divulgação de uma solicitação de informações relacionada a essa possível aquisição futura, na qual já se indicava a intenção de priorizar um desenho modular, de arquitetura aberta e com facilidade de produção em larga escala.
Por fim, vale lembrar que, enquanto essas soluções são consideradas, a Força Aérea dos EUA também está direcionando recursos para integrar novos armamentos aos seus MQ-9A Reaper. Embora tenham demonstrado vulnerabilidade ao fogo antiaéreo iraniano durante as hostilidades - sobretudo por conta da baixa velocidade -, esses drones poderiam ganhar um novo emprego caso passem a operar com os foguetes guiados APKWS, usados como uma alternativa de baixo custo para realizar o abate de drones inimigos.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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