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Eurofighter da Áustria interceptam U-28A Draco da Força Aérea dos EUA após invasão do espaço aéreo

Dois caças militares cinza voando próximos com montanhas nevadas ao fundo em céu claro.

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Interceptações de U-28A Draco por caças Eurofighter na Áustria

Ao longo desta semana, caças Eurofighter austríacos foram acionados em dois dias seguidos para interceptar aeronaves “espiãs” U-28A Draco da Força Aérea dos Estados Unidos, que teriam entrado no espaço aéreo do país sem as autorizações exigidas. Conforme noticiado pela imprensa local deste país europeu - que não integra a OTAN -, o episódio levou Viena a iniciar reclamações diplomáticas junto a Washington, com o objetivo de discutir quais podem ser as consequências do ocorrido.

A informação foi divulgada nas redes sociais oficiais pelo atual porta-voz das Forças Armadas da Áustria, Michael Bauer, que relatou que pelo menos dois U-28A Draco norte-americanos sobrevoaram a região de Totes Gebirge. Diante da violação do espaço aéreo, Eurofighter foram decolados para realizar a interceptação e, após a ação, as aeronaves da Força Aérea dos EUA optaram por retornar e seguir de volta para sua base na cidade alemã de Munique. Esse primeiro episódio ocorreu no último domingo.

No dia seguinte, outros dois U-28A Draco foram identificados dentro do espaço aéreo austríaco, e os Eurofighter voltaram a ser empregados na missão de interceptação. No entanto, de acordo com o próprio Bauer, neste caso não estava claro se os aviões já possuíam as permissões necessárias. Até o momento, também não foi definido quais medidas a Áustria adotará para tratar a questão com os EUA por via diplomática, embora seja evidente que esse será o canal por meio do qual o tema será conduzido.

U-28A Draco: reconhecimento, vigilância e emprego pelo AFSOC

Vale lembrar que os U-28A Draco da Força Aérea dos EUA são utilizados como aeronaves de reconhecimento e vigilância (e, em algumas situações, também como plataforma de transporte), estando subordinados ao Comando de Operações Especiais da Força Aérea (AFSOC). Em termos práticos, trata-se de um Pilatus PC-12 monomotor modificado para cumprir essas missões, inclusive operando em diferentes cenários com condições austeras.

Nessa função, o modelo vem sendo empregado pela instituição desde as operações Liberdade Duradoura e Liberdade Iraquiana. Segundo dados oficiais, atualmente existem cerca de 28 unidades em serviço.

Defesa do espaço aéreo austríaco: Eurofighter Tranche 1 e novos M-346F Block 20

No que diz respeito à capacidade da Áustria de proteger seu espaço aéreo, cabe destacar que sua frota de Eurofighter é composta por aeronaves da variante Tranche 1. São exemplares adquiridos no início dos anos 2000 e que já são vistos como ultrapassados para ambientes de combate modernos, principalmente pela ausência de capacidades multiuso mais amplas que complementem o foco original em superioridade aérea - algo que foi sendo incorporado ao projeto em blocos posteriores.

Ainda assim, é possível afirmar que já houve planos em Viena para avançar com a modernização dessas aeronaves, embora países parceiros do programa tenham preferido destinar suas unidades a tarefas de treinamento de pilotos e estejam traçando a retirada do serviço no futuro próximo.

Além da família Eurofighter, a Áustria também avançou na compra de doze novas aeronaves M-346F desenvolvidas pela empresa italiana Leonardo, pertencentes à variante de caça leve configurada no Block 20. Com isso, a Força Aérea busca consolidar uma capacidade que permita, ao mesmo tempo, realizar o treinamento de pilotos e cumprir missões de defesa aérea de baixa intensidade.

Antes da confirmação dessa decisão, pilotos austríacos já vinham passando por formação na International Flight Training School (IFTS), em Decimomannu (Itália), onde puderam conhecer de perto as qualidades da plataforma.

Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos


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