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Deslocamento do HMS Dragon para o Oriente Médio
O destróier HMS Dragon, da Royal Navy britânica, segue em deslocamento para o Oriente Médio com o objetivo de permanecer pré-posicionado para uma possível missão multinacional voltada a proteger a navegação comercial no estreito de Ormuz. A área continua sendo um dos principais focos de tensão marítima no mundo, enquanto Reino Unido e França avançam com medidas preventivas para reforçar a segurança de uma das rotas energéticas mais relevantes do planeta.
Até o momento, autoridades britânicas não confirmaram a chegada do navio ao Golfo. O que se sabe, conforme informações oficiais, é que o HMS Dragon, um navio da classe Type 45, está em trânsito do Mediterrâneo oriental para o Oriente Médio, dentro de uma estratégia preventiva coordenada entre Londres e Paris. A intenção é manter capacidade de intervenção quando as condições de segurança na região forem consideradas suficientemente estáveis.
Missão recente no Mediterrâneo oriental e cronologia
O deslocamento atual ocorre após a participação do destróier no Mediterrâneo oriental, para onde havia sido enviado com a missão de contribuir para a defesa de Chipre e para a proteção de interesses britânicos na área. O HMS Dragon deixou Portsmouth em março, após um processo acelerado de preparação operacional, e chegou ao Mediterrâneo oriental em 24 de março, passando a integrar a arquitetura defensiva britânica e aliada em torno da ilha.
Na ocasião, o comandante do navio, Ian Giffin, afirmou que a tripulação mantinha um alto nível de prontidão em uma zona vista como altamente ameaçada. Segundo o oficial britânico, o navio permanecia pronto para responder rapidamente a qualquer risco direcionado contra Chipre ou contra as forças aliadas presentes na região.
Testes de armamentos e sensores antes do novo emprego
Antes de iniciar o novo deslocamento para o Oriente Médio, o HMS Dragon realizou testes de armamentos e de sensores em uma instalação da OTAN próxima à ilha de Creta. As atividades incluíram tiros reais em cenários que simulavam ameaças complexas, etapa considerada fundamental para validar o nível de preparo do navio antes de uma eventual missão relacionada à proteção do estreito de Ormuz.
Capacidades do Type 45: Sea Viper e meios embarcados
O HMS Dragon integra a classe Type 45 Daring e é especializado em defesa aérea de área. O destróier opera o sistema Sea Viper, que reúne o radar multifunção SAMPSON, o radar de longo alcance S1850M e mísseis da família Aster, concebidos para neutralizar ameaças aéreas, mísseis e drones.
A Royal Navy também destacou que o navio poderá empregar helicópteros Wildcat HMA2 armados com mísseis Martlet, combinação voltada a enfrentar drones, embarcações rápidas e ameaças de superfície de pequeno porte.
Estreito de Ormuz: impacto no petróleo e plano de coalizão
O estreito de Ormuz segue como um ponto estratégico para o comércio global de energia, já que cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo passa por essa região. De acordo com o Ministério da Defesa do Reino Unido, essa rota permanece sob forte impacto, com efeitos sobre os preços de energia, cadeias logísticas e custos econômicos internacionais.
Nesse contexto, conforme reportou o Escenario Mundial, Reino Unido e França convocaram mais de 40 países para discutir a criação de uma futura coalizão defensiva. A proposta prevê um quartel-general conjunto franco-britânico responsável por coordenar operações multinacionais na região.
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