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Audi Sport lança edições limitadas e numeradas para os seus modelos RS

Conjunto de quatro carros Audi esportivos em exibição, incluindo um R8 cinza em primeiro plano.

A Audi Sport resolveu colocar um selo extra de exclusividade em alguns dos seus RS mais desejados: chegam agora edições limitadas e numeradas, apresentadas no Circuito Monteblanco, entre Sevilha e Huelva, na Espanha. Para deixar claro que não se trata só de números na plaqueta, a marca ainda mostrou um exercício de drift com dois modelos - a publicar brevemente…

No fim das contas, quem escolhe um Audi RS costuma gostar que todo mundo ao redor entenda, de relance, que ali vai um Racing Sport (ou, com mais precisão, Rennsport). Até parado no semáforo, “respirando forte” à espera do verde, o RS tem presença que se impõe.

Em termos gerais, são versões «carregadas» de esteróides anabolizantes, tanto por dentro como por fora. No exterior encontramos vários elementos distintivos na carroçaria como o logótipo quattro, a grelha de radiador escurecida e com perfis laminados na ligação ao para-choques, arcos das rodas mais largos, protuberantes soleiras das portas, inserção no difusor traseiro, defletor de ar traseiro (ou mesmo asa), faróis com assinatura de iluminação exclusiva e ponteiras de escape maiores e mais… racing.

No interior, onde o negro predomina, surgem bancos com apoio lateral reforçado e encostos de cabeça integrais revestidos a pele - ou bacquets RS, pelas quais quase sempre é preciso pagar à parte -, siglas RS criteriosamente «semeadas» e, em alguns casos, fibra de carbono exposta.

O volante desportivo traz ainda a secção inferior achatada, o marcador vertical «às 12 horas» e um botão para «chamar» as afinações especiais de corrida com um único toque, ou selecionar o modo de condução.

De uma assentada, a Audi Sport preparou versões especiais e numeradas de alguns dos seus modelos RS mais apreciados, com um certo sabor a despedida mais ou menos próxima - o TT RS, por exemplo, termina a produção em 2023 -; outros vão continuar mais tempo, mas o fim da era dos motores de combustão estará a pouco mais de uma década e, antes disso, o apertar da malha das emissões de CO2 e outros poluentes (Euro 7) vai ditar a extinção de muitos deles.

Audi R8 GT RWD

Começando pelo topo, o Audi R8 GT RWD chega com uma injeção de mais 50 cv no motor V10 de 5,2 litros, passando assim - tal como a versão Performance quattro - aos 620 cv (mantendo os 565 Nm de binário máximo). Torna-se, deste modo, o desportivo de tração traseira mais potente de sempre na marca dos anéis.

Doze anos após o lançamento do primeiro R8 GT, este Audi - que partilha componentes com o Lamborghini Huracán - recebe uma caixa automática de sete velocidades (dupla embraiagem) aprimorada, com relações mais curtas e software atualizado para trocas ainda mais rápidas.

Por outro lado, o R8 GT RWD - limitado a 333 unidades - estreia um sistema de variação de entrega de binário a que chama Torque Rear Mode, permitindo ao condutor escolher um de sete níveis de derrapagem das rodas traseiras, através de um botão rotativo na face do volante.

O Torque Drive mode integra o sistema de controlo de estabilidade (ESC) e é gerido pelo controlo de tração (ASR). O nível “1” quase não deixa as rodas traseiras deslizarem; no “7” acontece o oposto, com «felicidade canina» que nunca mais acaba. Em função dos dados recebidos dos sensores das rodas, do ângulo da direção, da posição do pedal do acelerador e da mudança engrenada, é definida a força enviada a cada uma das rodas traseiras.

Esta versão do R8 GT, que assinala a despedida do motor V10 na Audi, pesa 70 kg menos do que a «normal» de tração traseira (total de 1570 kg). O ganho vem da adoção de jantes em alumínio forjado, travões carbo-cerâmicos de série (opcionais noutras versões), bancos tipo-bacquet mais leves, barra estabilizadora em fibra de carbono e elementos da suspensão em alumínio anodizado.

Audi RS 3 performance edition

Também o Audi RS 3 passa a contar com uma edição especial e limitada “performance edition”, agora com mais 7 cv face ao que existia até aqui, fixando-se nos 407 cv. A potência é obtida a um regime 100 rpm mais alto (mantendo-se entre as 5700 rpm e as 7000 rpm) e o binário máximo de 500 Nm passa a ser entregue numa banda 100 rpm mais ampla (entre as 2250 rpm e as 5700 rpm).

Este não é o performance edition, mas também impressionou:

É o primeiro modelo da sua classe a atingir 300 km/h de velocidade de ponta - mais 10 km/h do que a versão RS 3 Dynamic Package Plus. Um hot hatch capaz de dar 300 km/h…

Estas melhorias no emblemático motor turbo de cinco cilindros de 2,5 l resultaram do aumento da pressão do turbo para 1,6 bar (mais 0,1 bar do que antes) e servem para marcar, quase simbolicamente, a diferença desta edição limitada a 300 unidades.

A acompanhar estas medidas no sistema de propulsão, o chassis também foi reforçado: mais camber negativo nas quatro rodas, barras estabilizadoras mais resistentes à torção, discos dianteiros carbo-cerâmicos de série e suspensão adaptativa igualmente de série.

Audi RS Q3 edition 10 years

Os SUV «furiosos» também não foram deixados de lado. Nesta onda de celebrações e efemérides, o RS Q3 entra no seu décimo ano de vida com a versão “edition 10 years”, limitada a 555 unidades.

Traz alguns equipamentos de série que são opcionais no RS Q3 «normal» - discos de travão carbo-cerâmicos, bancos desportivos tipo bacquet com embalagem em fibra de carbono e costuras em cobre, tal como as dos tapetes, volante e apoios de braços -, jantes de 21″ com pneus 225/35 R21 e aumento da velocidade máxima até aos 280 km/h.

Visualmente, nota-se que os faróis Matrix LED têm fundo escurecido e que os frisos das portas projetam um losango vermelho na parte externa. As carcaças dos retrovisores, a moldura do teto, o friso das janelas, as ripas da grelha e também os anéis da Audi podem ter acabamento em negro brilhante; no tabliê há ainda uma inscrição com o número correspondente àquela unidade, entre as 555 fabricadas.

Audi TT RS Coupé iconic edition

Em 1998, a Audi surpreendia o mundo ao colocar em produção em série o concept car de linhas ousadamente redondas e rigorosamente geométricas, revelado três anos antes no Salão Automóvel de Frankfurt.

Marc Lichte, VP de design da Audi, explica que “o TT foi inspirado pelas normas estilísticas da Bauhaus, em que “menos é mais”, neste caso com a eliminação de tudo o que é supérfluo, o que permitiu que o carro se tornasse um ícone”.

E assim, três gerações mais tarde, nasce este TT RS Coupé iconic edition para assinalar, numa série limitada a 100 unidades, o lançamento do TT há 25 anos.

Todos em Cinzento Nardo, numa vénia a essa pista de testes onde os modelos RS da Audi normalmente fazem os seus primeiros quilómetros de testes dinâmicos. O negro brilhante e o negro baço vão pontuando o exterior, inclusive nas jantes de 20” com desenho de sete raios e pinças de travão negras a condizer.

Os sinais de influência do desporto automóvel aparecem no lábio dianteiro, nas lâminas das entradas de ar laterais dianteiras e, claro, no proeminente aileron traseiro fixo em fibra de carbono, cujo impacto visual está em sintonia com as grandes ponteiras de escape ovais.

O mesmo tom escuro domina o interior, desde os bancos de dois tons e materiais (pele cinza nas laterais e Alcantara negra ao centro, aqui com costuras em amarelo calêndula, o mesmo tom da faixa vertical ao centro da parte superior do aro do volante) até às palavras “iconic edition” gravadas em relevo ao centro, à altura dos ombros.

A nota final de exclusividade vem com a numeração de cada veículo, inclusive na face do punho do seletor da caixa, com os números 001 a 100.

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