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Operação Frontier Sentinel e monitoramento do USCGC Munro
A Guarda Costeira dos EUA deslocou meios de superfície para manter vigilância sobre dois navios chineses de pesquisa que navegaram pela sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE) a caminho do Ártico. Dentro da operação Frontier Sentinel, o serviço norte-americano empregou o cúter USCGC Munro WMSL-755 para acompanhar de perto a presença das duas embarcações de bandeira chinesa.
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Os navios de pesquisa chineses foram identificados pela Guarda Costeira dos EUA como “Xue Long” e “Xue Long 2”. Pela primeira vez em 2026, unidades navais dos EUA rastrearam a passagem desses quebra-gelos pela ZEE norte-americana e sobre a plataforma continental estendida dos Estados Unidos no mar de Bering.
Diante do alerta sobre essa movimentação, a Guarda Costeira determinou o emprego de um de seus cúteres da classe Legend, o USCGC Munro, que seguiu para as águas do Ártico para “…proteger os direitos soberanos dos Estados Unidos, assegurar o cumprimento do direito internacional e permitir que a Guarda Costeira responda rapidamente a qualquer atividade maliciosa detectada…”, informou o serviço em seu comunicado.
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Exigências para pesquisa científica marinha na ZEE dos EUA
A Guarda Costeira também destacou que “…realizar pesquisas científicas marinhas dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) dos EUA, ou sobre a plataforma continental estendida norte-americana, exige autorização prévia dos Estados Unidos e o posterior compartilhamento das informações coletadas…”.
Navios polares de pesquisa
Tanto o Xue Long quanto o Xue Long 2 são classificados como quebra-gelos voltados à pesquisa. Os dois navios são operados pelo Instituto de Pesquisa Polar da China e constituem as únicas embarcações disponíveis do país para esse tipo de missão.
No caso do Xue Long, a embarcação foi originalmente construída na Ucrânia como um navio destinado ao transporte de carga em regiões polares. Mais tarde, a China o adaptaria e modernizaria em ocasiões pontuais para cumprir tarefas de pesquisa. O navio, com deslocamento superior a 15.000 toneladas, foi concluído nos estaleiros de Jersón em 1993.
Já o Xue Long 2 é bem mais moderno, tendo sido incorporado em 2019. Trata-se de um projeto adquirido do então estaleiro finlandês Aker Arctic (hoje chamado Railo Technology). O quebra-gelos, construído nos estaleiros de Jiangnan, ampliou as capacidades polares da China. Seu deslocamento supera 14.000 toneladas e ele pode acomodar 90 pessoas, entre tripulação e cientistas. Ambos os quebra-gelos dispõem de convoo e infraestrutura para operar helicópteros do porte de um Z-9 ou Ka-32A.
Alerta dos EUA
A presença dessas embarcações chinesas vem sendo acompanhada de perto pelos EUA, já que, nos últimos anos, a Guarda Costeira tem registrado aumento da atividade chinesa no Ártico norte-americano - tendência que possivelmente se intensifique nos próximos meses.
O envio do cúter USCGC Munro se insere na estratégia adotada por Washington para conter a presença da China no Ártico, uma iniciativa que exige esforço interagências e cooperação com países aliados. Isso foi enfatizado pelo contra-almirante Bob Little, comandante do Distrito Ártico da Guarda Costeira dos EUA, ao afirmar que “…junto com o Departamento de Guerra, o Departamento de Estado e nossos parceiros internacionais, estamos respondendo ativamente às atividades da competição em um Ártico cada vez mais disputado…”.
Imagem de capa: USCG
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