O Estado de Nova York decidiu avançar na regulamentação da construção de novos data centers.
Centros de dados voltados para inteligência artificial estão consumindo energia demais - e, com a expansão dessas estruturas por várias regiões dos Estados Unidos, Nova York resolveu agir. A governadora Kathy Hochul assinou uma moratória que interrompe, por ora, a implantação de novos centros no território estadual. A suspensão vale apenas para instalações cuja demanda ultrapasse 50 megawatts.
Moratória de data centers em Nova York e o limite de 50 megawatts
O motivo apresentado é direto: reduzir o consumo e priorizar a economia de energia. O estado atravessa um período de transição, deixando para trás antigas usinas movidas a combustíveis fósseis e substituindo essas fontes por alternativas mais limpas. Como Nova York já é um grande consumidor de energia, a entrada de novos data centers nessa conta poderia levar a falta de energia, segundo Kathy Hochul:
“Diante da ameaça que o desenvolvimento de centros de dados representa para a conta de energia, o esgotamento de nossos recursos naturais e a incerteza que pesa sobre os nova-iorquinos, é minha responsabilidade agir e dar o exemplo. Nova York liderará ao estabelecer as normas mais rígidas do país para o desenvolvimento de centros de dados, para que o sucesso das empresas em Nova York também seja o sucesso dos nova-iorquinos.”
Por que a expansão de data centers virou tema nos estados americanos
O crescimento acelerado de centros de dados vem se tornando um problema concreto para diversos territórios. Nos Estados Unidos, o Maine também chegou a aprovar uma moratória semelhante, mas a medida acabou barrada por um veto da governadora. Connecticut, Carolina do Sul, Wisconsin e Pensilvânia também estão analisando o tema. Em várias regiões, a recepção a esses centros passou a ser questionada - e, em Seattle, eles chegaram a ser proibidos.
Ainda assim, há muitos defensores desse tipo de infraestrutura. Apesar de serem intensivos em energia, esses data centers também são vistos como uma oportunidade econômica, por atraírem investidores e gerarem empregos.
O que o governo estadual e a Casa Branca esperam daqui para frente
Em Nova York, a moratória tende a dar tempo para que o governo local formule regras, definindo metas energéticas para qualquer novo centro que venha a ser proposto.
Já a Casa Branca enxerga com grande preocupação esse tipo de legislação, segundo o Washington Post. A avaliação é que essas restrições poderiam desacelerar o avanço da inteligência artificial nos EUA e colocar em risco a liderança do país nesse setor.
O desafio não é só dos EUA: o caso da Dinamarca
Os Estados Unidos não são os únicos a lidar com o impacto energético dos centros de dados. Recentemente, a Dinamarca também decidiu segurar fortemente esse movimento. Mais uma vez, o ponto central é o consumo: o país, na prática, não consegue conectar novas infraestruturas extremamente energívoras à própria rede elétrica.
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