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No início de 2026: teste completo da Samsung Galaxy Watch8

Pessoa verificando relógio inteligente enquanto usa celular em parque próximo a lago.

Em janeiro de 2026, a pergunta que mais importa é simples: a nova smartwatch da Samsung ainda dá conta do recado - e do dinheiro investido - diante de um mercado cada vez mais competitivo? A resposta está neste teste completo da Galaxy Watch8.

2025 já ficou para trás, e foi um ano cheio de lançamentos, tanto em smartphones quanto em relógios inteligentes. A Samsung resolveu competir forte nas duas frentes, e com bons argumentos. Se ainda não viu, dá para conferir o teste dos últimos Galaxy S25, escrito pelo meu colega Romain Vitt, bem aqui.

Hoje, porém, o foco é o que está no meu pulso: a Galaxy Watch8. Depois de quatro anos sem grandes mudanças no visual, a Samsung finalmente mexeu no design. A Watch8 chega com uma cara nova: mais geométrica, com bordas bem marcadas.

Cada um com seu gosto, claro, mas aqui a gente vai aplaudir a ousadia da Samsung. A relógio consegue, no mínimo, se diferenciar. Reconhecível de longe, ela consegue bater de frente com os grandes nomes do setor? É isso que vamos descobrir neste teste completo.

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Un design audacieux

Dá para criticar muita coisa na Watch8 - e na própria Samsung. Mas tem um ponto que é difícil negar: eles arriscaram. A marca redesenhou o relógio e entregou esse formato peculiar, único, “quase” redondo. A caixa prateada é quadrada, com cantos arredondados. Já a tela por dentro continua circular, criando esse efeito visual bem característico.

Além dessa “visão de cima” que já chama atenção, o relógio também ganha alguns milímetros preciosos na espessura. Ele tem 8,6 milímetros. Para comparar, a Watch7 media 9,7 milímetros de espessura.

Entre os concorrentes diretos da Samsung, ninguém chega nesses números: o Google oferece um relógio de 12,3 mm de espessura com a Pixel Watch 4. A Apple vai um pouco melhor com a Series 11 com 9,7 milímetros, ou 10,7 milímetros para a SE 3, e mais de 12 milímetros para a Apple Watch Ultra 3.

Essa corrida pela finura puxada pela Samsung (com o Galaxy S25 Edge no lado dos smartphones) vira uma vantagem real na Watch8. Se o ganho de ter um celular mais fino pode ser discutível, colocar no pulso um relógio tão fino é quase garantia de gostar.

Ter uma smartwatch mais fina no pulso muda tudo. Ela “some” mais rápido, especialmente durante os treinos. Também encaixa melhor por baixo da manga de uma camisa social, de um casaco ou de um moletom. Parece detalhe, mas é exatamente o tipo de coisa cuja utilidade só fica clara quando você passa a usar.

Para fechar o tópico “design” da Watch8, vale saber que a Samsung vende duas versões do relógio. Ela está disponível em 40 e 44 milímetros para se adequar a diferentes pulsos. Neste teste, todas as imagens destacam o modelo de 40 milímetros. Também vale mencionar o novo sistema de encaixe das pulseiras: simples e prático, realmente fácil de usar.

Un écran de grande qualité

Agora que já resolvemos a parte do design, vamos para a tela. Aqui, a Samsung aposta em um painel Super AMOLED de altíssima qualidade. Bem brilhante, ele chega a 3000 cd/m2. Para efeito de comparação, a Apple Watch Series 11 fica em 2000 cd/m2. Só a Apple Watch Ultra 3 alcança níveis parecidos de luminosidade.

Durante as semanas de teste, não tivemos nenhum problema com brilho em ambientes externos. Um ponto a observar: a Watch8 não reduz tanto a luminosidade. A Samsung não divulga números oficiais para o brilho mínimo, mas em alguns momentos ele ficou alto demais - especialmente ao acordar, quando a tela chegou a incomodar.

Por fim, a taxa de atualização é de 60 Hz. Não é o cenário ideal - costuma ser apontada como algo que pode cansar a vista -, mas é um valor bem comum em smartwatches de entrada e intermediárias como esta Watch8.

Nouvel OS, nouveau départ ?

Como já comentamos acima, a chegada da Galaxy Watch8 marca uma virada para a Samsung. A empresa sul-coreana mexeu tanto no hardware quanto na interface. Com uma nova versão do Wear OS 6, a Samsung entrega uma navegação mais fluida e acesso a muitos apps de terceiros. Dá para ter seus serviços favoritos no pulso, de Strava a WhatsApp, passando por Shazam e Spotify.

Suivi sportif : au mètre près

Essa é uma das funções mais importantes em uma smartwatch. Ela consegue me acompanhar e medir bem os treinos? A resposta parece ser sim - até certo ponto. Sessões esportivas clássicas de uma hora já dão uma bela pancada na bateria do relógio. Não conte em correr centenas de quilômetros sem passar pela tomada.

Tirando esse problema de autonomia (voltaremos nele mais adiante), o modo esporte da Galaxy Watch8 é muito competente. As medições de frequência cardíaca durante o esforço foram sempre coerentes, assim como os dados entregues pelo GPS do relógio.

Faut-il acheter une Galaxy Watch8 ?

A pergunta de sempre em todo teste de produto conectado: eu recomendaria? Para vocês, leitores, para alguém próximo? E, se sim, em quais condições - para qual uso, qual necessidade?

No caso da Watch8 da Samsung, a questão quase não existe. Minha tendência é recomendá-la para um grupo bem específico: quem já tem um smartphone Samsung. Se você já usa um celular da marca, então a Watch8 é para você.

O relógio evoluiu bastante em um ano, com um design novo e dados que seguem confiáveis. E tudo isso por um preço que continua relativamente controlado. A bateria ainda não é o ponto forte do produto, mas a Samsung está longe de ser a única “má aluna” nesse quesito.

Para o resto - quem tem iPhone ou um Android que não seja Samsung - o melhor é seguir em frente. O iPhone simplesmente não consegue fazer o relógio funcionar. Para esse público, só uma Apple Watch vai casar bem com o telefone no pulso.

No caso de produtos Google, Xiaomi ou outras marcas no Android, o caminho mais seguro ainda é procurar relógios do próprio fabricante, para garantir uma integração perfeita com o ecossistema.

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